quinta-feira, fevereiro 24, 2011

rosa do principezinho

(...)" - Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar."
Antoine de Saint-Exuperry in O principezinho

sexta-feira, fevereiro 18, 2011

Saber renunciar aos porquês!

- Chiu! - fez ele, misterioso, de dedo nos lábios. - Eu sei que é muito tarde, Théo. Mas estás com dificuldade de adormecer esta noite não estás?
- Como é que sabes? - espantou-se Théo, erguendo-se.
- Estive a observar-te, meu filho - disse o xeque. - Quando deixares de te atormentar à noite, terás percorrido metade do caminho. Posso sentar-me um bocadinho?
E, sem esperar pela resposta, instalou-se na cadeira.
- Contaram-te tantas coisas em dois dias, Théo... - começou ele. - E falaram-te tão pouco de Deus!
- E então... - suspirou Théo.
- Tão pouco e tão mal - disse gravemente o xeque, ajeitando as pregas da túnica. - Esquece os furores, esquece as guerras e os massacres, e vê aquilo que nos une. Temos apenas um único Deus, e ele falou-nos. Porque ele fala a Abrão, Moisés, Jesus ou Maomé, Deus dirigiu-se aos homens através de mensageiros. É claro que cada um tem o seu feitio. Moisés tinha fúrias, Jesus era bondoso, e Maomé possuía o sentido de justiça...
- Maomé, sentido de justiça? - atalhou Théo.
- Já calculava - suspirou o xeque. - No teu país, o Islão não é compreendido, e depois os meus dois amigos tinham tantas coisas para te dizer... Eu preferi escutar-te. E escutei a tua revolta, que não te ajudará a adormecer. Deixa-me falar-te de novo de Maomé.
- Mas já me contaste!
- Maomé assemelhava-se aos seus antecessores: procurava unir Deus e os homens com regras simples. Moisés ouviu Deus ditar-lhe as Tábuas da Lei, Jesus pregou a Boa Nova contida nos Evangelhos e o Anjo Gabriel ditou o Corão a Maomé. Moisés trouxe a ideia de lei, Jesus a de caridade, e Maomé a ideia de justiça. Para todos, Deus é Amor.
- Porquê falares-me disso agora? - murmurou Théo.
- Para te reconciliar com todos nós, meu filho - disse o xeque.- Para sossegar essa cabeçinha que nunca pára de objectar. Não penses que eu quero impedir-te de pensar. Mas o mal que te corrói pode desaparecer, Théo. Não te peço que acredites em Deus, não seria isso que te curaria. Simplesmente, fica sabendo que também tu és uma parcela de divindidade. O alento está em ti como em cada um de nós, Théo... Procura o caminho. Descobre o alento.
- Está bem - disse Théo. - Mas porquê?
- É preciso, de vez em quando, saber renunciar ao - disse o xeque. - Já não estás na idade das eternas perguntas, já não tens cinco anos! Sossega. Para encontrares alento, tens de te entregar. De te entregar, Théo! Senão, não te curas.
- Achas? - murmurou Théo, assustado.
- Num lugar qualquer do mundo, um de nós há-de curar-te, tenho a certeza - disse o xeque subindo o tom de voz. - O teu mal partirá para o sítio onde veio, trazido por um génio mau. Mas se resistes com porquês, então nenhum de nós poderá salvar-te. Só te peço que acredites no alento, mais nada.
- No alento? - espantou-se Théo. - O que é que isso quer dizer?
- Mais uma pergunta! - disse o xeque com autoridade. - Será que aceitas, desta vez, obedecer-me sem perguntar nada?
- Aceito - respondeu Théo sem hesitar.
Então fechando os olhos, o xeque pousou as mãos no peito de Théo. Daí a um bocadinho, um calor desconhecido invadiu as costas de Théo, a sensação de uma toalha quente depois de um banho de mar, o sol das praias da Grécia, a suavidade da face de Fatou... Adormeceu.
- Louvado seja o Todo-Poderoso - murmurou o xeque, levantando-se. - Havemos de te salvar, Théo. Nunca o esqueças.
E saiu em bicos de pés, aliviado." in a viagem de Theo

quarta-feira, fevereiro 16, 2011

E...
no entretanto..
rezem por mim...

tree of life

Mais uma ausência e mais um pedacinho de mim!

Sei bem que não tenho conseguido falar-vos do meu caminho.
Aos poucos vou deixando que descortinem o que o meu coração fecha cá dentro. Sei que sim. Mas será sempre aos poucos, à medida que consigo, à medida de que me vejo capaz de dar os pequenos passos que implicam partilhar aquilo que me vai na alma.
Gostava de vos perguntar como fazem isso.
Como conseguem, ou não, e em que medida, partilhar o que sentem e vivem?
Por agora fico-me por isso e uma música.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

Recomeço!

Recomeço.
Recomeço hoje, recomeçei ontem e anteontem também.
Falho, caio, peco e ainda assim recomeço.
Sinto-me diferente. O aperto no coração, a nuvem na cabeça e o olhar meio perdido continuam cá mas agora tenho um rumo, uma felicidade interior que me faz ser paciente, calma e tranquila, mesmo quando não sou paciente, nem calma nem tranquila.
Aos poucos vou tentar pôr cá para fora o que me vai no peito, por agora apenas uma música e estas "teclas" que escrevem o que tantas vezes eu não consigo dizer nem sequer a mim mesma.
Obrigada.

segunda-feira, novembro 15, 2010

à procura de mim...


ausente, desaparecida, longe, distante, estranha, tudo isso e mais... é o que me têm dito os que mais me querem bem, os que me têm mais perto, os que pensam em mim de alguma forma e gostam de mim, gostam da minha companhia!
pois é. tenho escrito muito, caminhado, rezado, pensado, cantado,... tanto que nem sei.
ando à procura do que quero fazer com a minha vida, à procura do que sinto, do que gosto, do que me faz sentir bem e do que me constroi.
ando à procura de mim e por isso vou estar mais umas semanas longeeeee...
rezem por mim.
"And i love you because you know who i am."

sexta-feira, outubro 15, 2010

Dia a Dia em pacotes de açúcar!

Um dia vou ter contigo quando menos esperares. Um dia troco o certo pelo incerto. Um dia vou-me apaixonar pela pessoa certa. Um dia levo-te para um elevador e carrego no "stop". Um dia quebro a rotina. Um dia sentes um pontapé na minha barriga. Um dia parto a loiça toda. Um dia levo-te o pequeno-almoço à cama. Um dia vais ao castigo. Um dia faço-te a folha. Um dia faço-te um striptease. Um dia vou conquistar a minha paz de espírito e a minha liberdade. Um dia vou-te provar. Um dia mando o chefe passear. Um dia deixo de pensar em ti e parto para outra. Um dia atiro-me de cabeça. Um dia vou lutar pelo que quero. Um dia digo-te que o teu lugar é comigo. Um dia hei-de compensar-te por tudo. Um dia arrisco a ver se petisco. Um dia dou um beijo à homem aranha. Um dia vou falar menos e ouvir mais. Um dia farei de ti a pessoa mais feliz do mundo. Um dia beijo-te a meio de uma frase. Um dia largamos tudo e fugimos juntos. Um dia vou sair para a rua e gritar que sou feliz. Um dia ainda faço 300 kms para estar contigo. Um dia peço-te em casamento. Um dia vou ter um filho lindo. Um dia nunca mais digo "um dia".

Um dia procuro-me e encontro-Te.

quinta-feira, outubro 14, 2010

Miss u.

Saudades de "lavarmos a roupa" juntas.
"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem
Por isso existem momentos inesquecíveis,
coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis"

Fernando Pessoa

Memory VIII

Memory XVII

Memory XVI

quarta-feira, outubro 13, 2010

segunda-feira, outubro 11, 2010

LINDOOOOO!

Não Sei o que É Conhecer-me

Não sei o que é conhecer-me. Não vejo para dentro.
Não acredito que eu exista por detrás de mim.
Alberto Caeiro

sexta-feira, outubro 08, 2010