quinta-feira, junho 21, 2012
nao vou escrever nada poetico, nem sequer romantico sobre esta intervençao cirurgica. foram 10 dias diferentes. foi uma experiencia diferente. importante. para mim um tempo de paragem obrigatorio que me levou até aos 12 dias em Maputo em que corrigi a pontuaçao do "meu texto". foi bom. um silencio e um stop bons. necesarios. agora o regresso a Lisboa, aos poucos, a casa, aos abraços demorados e aos passados e futuros por contar.
a vida é mesmo boa e eu ja nao tenho amigdalas.
quinta-feira, junho 14, 2012
quarta-feira, junho 13, 2012
segunda-feira, junho 04, 2012
domingo, junho 03, 2012
Gracias Sara!

quinta-feira, maio 31, 2012
segunda-feira, maio 28, 2012
Monserrat

fomos à montanha.
terça-feira, maio 22, 2012
letras antigas com novidades!
segunda-feira, maio 21, 2012
NavegadorES do Futuro - Vocês!
Pedro Barroso
quinta-feira, maio 17, 2012
segunda-feira, maio 14, 2012
é que nao entra...
desabafo feito depois de ler os comentarios feitos à musica dos Azeitonas - anda comigo ver os avioes depois de ter passado uma hora a esfregar a nossa parede...
sábado, maio 12, 2012
Quero mais
É tão simples abusar do meu espírito ingênuo
Já passaram mil romances, caravanas, sentimentos
Desarvorados
Num tempo sublime
Do verbo amar.
Amarei aquele que chegou
Pra não partir jamais
Partiu
Agora eu quero mais
Chico Buarque
terça-feira, maio 08, 2012
Há Momentos
a falta de alguém que o que mais queremos
é tirar esta pessoa de nossos sonhos
e abraçá-la.
Sonhe com aquilo que você quiser.
Seja o que você quer ser,
porque você possui apenas uma vida
e nela só se tem uma chance
de fazer aquilo que se quer.
Tenha felicidade bastante para fazê-la doce.
Dificuldades para fazê-la forte.
Tristeza para fazê-la humana.
E esperança suficiente para fazê-la feliz.
As pessoas mais felizes
não têm as melhores coisas.
Elas sabem fazer o melhor
das oportunidades que aparecem
em seus caminhos.
A felicidade aparece para aqueles que choram.
Para aqueles que se machucam.
Para aqueles que buscam e tentam sempre.
E para aqueles que reconhecem
a importância das pessoas que passam por suas vidas.
O futuro mais brilhante
é baseado num passado intensamente vivido.
Você só terá sucesso na vida
quando perdoar os erros
e as decepções do passado.
A vida é curta, mas as emoções que podemos deixar
duram uma eternidade.
A vida não é de se brincar
porque um belo dia se morre.
Clarice Lispector
just wondering...
pensei muito no closer também porque alguém me descreveu o filme assim. um filme sem "meios"...
na nossa vida fazemos videos, celebraçoes, festas, cartazes, emails, cartas...
de recepçao e de despedida...
de inicios e de fins.
mas..
e os "meios"?! e o que acontece durante?!
a vida vai, na minha opiniao, sendo alimentada por esses voos e essas aterragens que sao os inicios e os fins mas a vida é o que está no meio. a verdadeira viagem é enquanto o aviao vai no ar. é durante esse tempo que há que saber a que ritmo andar e que direcçao tomar. é o "durante" que nos define, nao?
domingo, maio 06, 2012
Para Sempre
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas'
sábado, maio 05, 2012
sexta-feira, maio 04, 2012
Amizade
Fernando Pessoa
quinta-feira, maio 03, 2012
terça-feira, maio 01, 2012
segunda-feira, abril 30, 2012

O facto de a ferida ainda não ter infectado, ainda não ter aumentado, deixava-o triste. Em vez do objectivo desejado, que o arrastara até aqui atrás do filho fugitivo, estava agora vazio. Sentou-se tristemente, sentindo alguma coisa morrer no seu coração, sentiu o vazio, já não via nenhuma alegria, nenhum objectivo. Sentou-se absorto e esperou. Isto aprendera ele com o rio, apenas isto: a esperar, a ter paciência, a escutar. E ele sentou-se e escutou o pó da estrada, escutou o seu coração, o seu cansaço e a sua tristeza, esperou por uma voz. Esteve agachado muitas horas, escutando, já não via nenhuma imagem, afundou-se no vazio, deixou-se afundar sem ver um caminho. E quando sentiu queimar a ferida pronunciou silenciosamente o Om, encheu-se com o Om"
quarta-feira, abril 25, 2012
terça-feira, abril 24, 2012
pois...
não force nunca;
seja paciente pescador neste rio do existir.
Não force a arte, não force a vida, nem o amor, nem a morte.
Deixe que tudo suceda como um fruto maduro
que se abre e lança no solo as sementes fecundas.
Que não haja em si, no anseio de viver, nenhum gesto que lhe perturbe a vida.»
De um texto para uma oração E.A.!
segunda-feira, abril 23, 2012
No interior do fruto mais distante,
Na vibração da nota mais discreta,
No búzio mais convolto e ressoante,
Na camada mais densa da pintura,
Na veia que no corpo mais nos sonde,
Na palavra que diga mais brandura,
Na raiz que mais desce, mais esconde,
No silêncio mais fundo desta pausa,
Em que a vida se fez perenidade,
Procuro a tua mão, decifro a causa
De querer e não crer, final, intimidade.
José Saramago, in "Os Poemas Possíveis" (1977)
domingo, abril 22, 2012
sexta-feira, abril 20, 2012
quinta-feira, abril 19, 2012
– E não há hipótese de os dois ficarem a ganhar? – Retorquiu...
– No papel sim, é possível pensar num amor que só tenha ganhos. Na prática não. Amor e dor são inseparáveis.
– É disso mesmo que eu estou a falar, de dor. Não falo já da dor física, mas sobretudo da dor do coração. Que farias se os homens não Te aceitassem? Já pensaste nessa possibilidade?
– Pensei na possibilidade de amar até ao fim, onde quer que isso Me leve. É essa a linha que quero traçar – percebes? –, a linha do amor. Claro que isto rompe com as hierarquias. Quando se ama deixa-se de estar acima. Parece que nunca amaste ninguém.
– Senhor, e se isso Te levar até à morte? Imagina simplesmente a possibilidade de Te quererem matar? E Tu, que és Deus, que fazes?
– Não sei o que farei. Só sei que quero uma coisa: ser fiel até ao fim."
quarta-feira, abril 18, 2012
Parabéns Antero!
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno.
Acorda! É tempo! O sol, já alto e pleno
Afugentou as larvas tumulares...
Para surgir do seio desses mares
Um mundo novo espera só um aceno...
Escuta! É a grande voz das multidões!
São teus irmãos, que se erguem! São canções...
Mas de guerra... e são vozes de rebate!
Ergue-te, pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!
Antero de Quental, in "Sonetos"
terça-feira, abril 17, 2012
segunda-feira, abril 16, 2012
domingo, abril 08, 2012
Jesus Cristo Ressuscito!
et in terra pax hominibus bonae voluntatis.
Laudamus te,
Benedicimus te,
Adoramus te,
Glorificamus te,
Gratias agimus tibi propter magnam gloriam tuam,
Domine Deus, Rex caelestis, Deus Pater omnipotens.
Domine fili unigenite, Jesu Christe,
Domine Deus, Agnus Dei, Filius patris,
Qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Qui tollis peccata mundi, suscipe deprecationem nostram.
Qui sedes ad dexteram Patris, miserere nobis.
Quoniam tu solus sanctus,
Tu solus Dominus,
Tu solus Altissimus, Jesu Christe,
Cum Sancto Spiritu in gloria Dei Patris. Amen.
sábado, março 31, 2012
sexta-feira, março 30, 2012

Quero ser o teu amigo.
Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
Fernando Pessoa
incrivel.
extraordinário.
hoje, recebi uma caixa tua, com tanto carinho dentro que nao caibo em mim de felicidade. obrigada André. obrigada.
Sao Vicente Palloti
quinta-feira, março 29, 2012
Dizendo que é um emissário meu,
Não acredites, nem que seja eu;
Que o meu vaidoso orgulho não comporta
Bater sequer à porta irreal do céu.
Mas se, naturalmente, e sem ouvir
Alguém bater, fores a porta abrir
E encontrares alguém como que à espera
De ousar bater, medita um pouco. Esse era
Meu emissário e eu e o que comporta
O meu orgulho do que desespera.
Abre a quem não bater à tua porta
Fernando Pessoa
sábado, março 24, 2012
sexta-feira, março 23, 2012
terça-feira, março 20, 2012
quinta-feira, março 15, 2012
terça-feira, março 13, 2012
sábado, março 10, 2012
mais um prego!
"vale!"
alguém adivinhava que sótano nao era o nosso sotao?
pois...
é a nossa cave!! :)
quinta-feira, março 08, 2012
Vida
que não ser tolo decida
e venha deles primeiro
o de obediência à vida
será o segundo a vir
o de não querer ser rico
o muito passe de largo
o pouco lhe apure o bico
não violar-se a si próprio
como principal o veja
alto ou baixo gordo ou magro
assim nasceu assim seja.
Agostinho da Silva, in 'Poemas'
domingo, março 04, 2012
Parabéns princesa!
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de TI é amor
E a outra metade também.
sexta-feira, março 02, 2012
A irmã Maria!
entro no quarto dela e há um cartaz enorme a dizer "Gracias Señor" posto pelas outras irmas para ela. felicito, abraço, pergunto: "Que tal te sientes Maria?"
e a resposta que sempre me surpreende: "Muy bien! Sabes hija, cada dia es una bendicion por la qual hay que estar agradecida siempre."
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
dava um dedinho para ter participado nisto! que loucura!
terça-feira, fevereiro 28, 2012
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
Madre Teresa de Calcutá
Amo-te!
Eu amo-te sem saber como, ou quando, ou a partir de onde.
Eu simplesmente amo-te, sem problemas ou orgulho:
eu amo-te desta maneira porque não conheço qualquer outra forma de amar sem ser esta, onde não existe eu ou tu, tão intimamente que a tua mão sobre o meu peito é a minha mão, tão intimamente que quando adormeço os teus olhos fecham-se.
Pablo Neruda, in "Cem Sonetos de Amor"
As crianças atropelavam-se umas às outras, invadindo o jardim onde estávamos todos. Queriam bolachas, fatias de bolos e copinhos com gelado para levar para a cave. Era para dar aos gnomos. Em tarde de festa de anos, nos tempos em que Maputo se chamava Lourenço Marques, a brincadeira pôs um sorriso na cara de toda a gente. Só uma parecia descontente. Era uma menina, acabara de fazer cinco anos, e o seu rostinho sério contrastava com a alacridade dos amigos. Chamei-a:
– Estás zangada?
– Estou ofendida – respondeu.
– Porquê?
Encolheu os ombros:
– Eles não acreditam. Eles não conseguem ver.
– O quê?
– Os gnomos.
– E tu?
– Eu brinco com eles e levo-lhes sempre doces. Eles adoram doces.
A nossa conversa, a meia voz, foi interrompida bruscamente por uma mulher de uns 30 anos, que erguendo a voz a repreendeu:
– Mentir é muito feio. Gnomos não existem. Meu Deus – exclamou voltando-se para a assembleia de adultos e adolescentes como eu, que participavam na festa – vou ter de proibir contos de fadas, nesta casa. A minha filha confunde realidade com fantasia e está a tornar-se uma criança mentirosa, o que é horrível.
Posto isto, sorriu, e pôs-se a falar de outra coisa qualquer. Nunca mais esquecerei a expressão da criança e da forma como lhe respondeu quase num grito:
– Eu não sou mentirosa, e tu és má. Nunca mais nunca mais nunca mais te conto nada!!
E fugiu com o seu prato de bolachas e bolos, seguida do grupo dos seus pequenos amigos e amigas que já não riam nem gritavam, mas segredavam uns com os outros. Quase todos, lamento recordá-lo, em ar de troça.
Não sei se alguma vez tive amigos invisíveis. Se tive, perdi-os nas pregas da memória, esse saco sem fundo de formas tão irregulares e instáveis, onde podemos perder eternidades de recordações lá dentro, até ao dia, improvável, em que tropeçando nos seus labirintos, as encontramos como se acabassem de ter sido vividas. Mas não ponho de parte a ideia consoladora de os ter tido.
Aliás, alguns dos meus filhos tiveram-nos. Um deles, por exemplo, assustou-me tremendamente quando, por volta dos seus seis anos, nos comunicou que falava com portas, melhor, que as portas falavam com ele. Respirei fundo, deixei a informação pousar e fiquei atenta ao desenrolar daqueles diálogos.
Depois, muitos anos mais tarde, foi a vez da minha sobrinha neta ter feito saber ao mundo que não ia para lado nenhum sem a sua grande amiga Clarinha, que, por acaso, só ela via e que durante anos fez parte da família. E desde há uns anos, com a colecção juvenil que iniciei, tenho obtido muitos e reconfortantes sinais de que o mundo das crianças e dos jovens continua tão mágico como sempre foi.
Não entendo, juro que não entendo, como é que pessoas pretensamente inteligentes, ou que gostam de se ver como tal, não percebem que a imaginação é o portal de acesso ao universo, aos universos todos, sem tempo nem distância nem limites. E que tudo o que nos rodeia é produto directo dessa mesma imaginação que alguns insistem em desvalorizar. Dos aviões aos computadores, da roda ao automóvel, dos alfinetes aos tachos e panelas, das roupas e acessórios, às casas, oh, céus, a lista não tem fim, tudo, em resumo, começou por ser um sonho de alguém ou de muita gente a sonhar em conjunto, que tomou forma e acabou partilhado por todos.
Não entendo, juro que não entendo, como alguém pode ousar reduzir a pó o mundo sagrado e mágico de uma criança, pelo simples facto de ter enterrado como inútil, a memória de ter sido uma, sem perceber, do alto da sua inepta racionalidade que é a imaginação que nos separa, e apenas ela, das outras espécies com quem partilhamos o planeta.
Erradiquem do ser humano esta função superior, e obterão autómatos insatisfeitos e insaciáveis, que mais tarde ou mais cedo fazem soar os seus gritos de revolta.
domingo, fevereiro 26, 2012
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
segunda-feira, fevereiro 20, 2012
terça-feira, fevereiro 14, 2012
segunda-feira, fevereiro 13, 2012
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
terça-feira, fevereiro 07, 2012
short story
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
domingo, fevereiro 05, 2012
Venha plantar uma das 500 árvores de espécies autóctones e ajudar a realizar sonhos!
A iniciativa irá realizar-se dia 18 de Fevereiro (Sábado), das 11:00 às 16:00, no Bosque do Pisão de Baixo, no Parque Natural de Sintra – Cascais.
Plante esta Ideia
Para participar e receber informações inscreva-se aqui!
sábado, fevereiro 04, 2012
Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
Fernando Pessoa
por causa de um email...
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
1)"quem me dera ter tido coragem de viver de acordo com a minha verdade e não segundo as expectativas dos outros";
2)"gostaria de não ter trabalhado tanto";
3)"preferia ter tido a coragem de expressar os meus sentimentos";
4)"quem me dera ter mantido os amigos mais chegados";
5)"devia ter-me permitido ser mais feliz".
E eu? Talvez possa evitar ser mais um a repetir estas lamentações!
[Texto completo aqui: http://www.inspirationandchai.com/Regrets-of-the-Dying.html]
"roubado do ver para alem do olhar"
quinta-feira, fevereiro 02, 2012
É urgente
É urgente um barco no mar
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer
É urgente o amor, é urgente
permanecer
Eugénio de Andrade