sexta-feira, março 02, 2012
A irmã Maria!
entro no quarto dela e há um cartaz enorme a dizer "Gracias Señor" posto pelas outras irmas para ela. felicito, abraço, pergunto: "Que tal te sientes Maria?"
e a resposta que sempre me surpreende: "Muy bien! Sabes hija, cada dia es una bendicion por la qual hay que estar agradecida siempre."
quarta-feira, fevereiro 29, 2012
dava um dedinho para ter participado nisto! que loucura!
terça-feira, fevereiro 28, 2012
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
Madre Teresa de Calcutá
Amo-te!
Eu amo-te sem saber como, ou quando, ou a partir de onde.
Eu simplesmente amo-te, sem problemas ou orgulho:
eu amo-te desta maneira porque não conheço qualquer outra forma de amar sem ser esta, onde não existe eu ou tu, tão intimamente que a tua mão sobre o meu peito é a minha mão, tão intimamente que quando adormeço os teus olhos fecham-se.
Pablo Neruda, in "Cem Sonetos de Amor"
As crianças atropelavam-se umas às outras, invadindo o jardim onde estávamos todos. Queriam bolachas, fatias de bolos e copinhos com gelado para levar para a cave. Era para dar aos gnomos. Em tarde de festa de anos, nos tempos em que Maputo se chamava Lourenço Marques, a brincadeira pôs um sorriso na cara de toda a gente. Só uma parecia descontente. Era uma menina, acabara de fazer cinco anos, e o seu rostinho sério contrastava com a alacridade dos amigos. Chamei-a:
– Estás zangada?
– Estou ofendida – respondeu.
– Porquê?
Encolheu os ombros:
– Eles não acreditam. Eles não conseguem ver.
– O quê?
– Os gnomos.
– E tu?
– Eu brinco com eles e levo-lhes sempre doces. Eles adoram doces.
A nossa conversa, a meia voz, foi interrompida bruscamente por uma mulher de uns 30 anos, que erguendo a voz a repreendeu:
– Mentir é muito feio. Gnomos não existem. Meu Deus – exclamou voltando-se para a assembleia de adultos e adolescentes como eu, que participavam na festa – vou ter de proibir contos de fadas, nesta casa. A minha filha confunde realidade com fantasia e está a tornar-se uma criança mentirosa, o que é horrível.
Posto isto, sorriu, e pôs-se a falar de outra coisa qualquer. Nunca mais esquecerei a expressão da criança e da forma como lhe respondeu quase num grito:
– Eu não sou mentirosa, e tu és má. Nunca mais nunca mais nunca mais te conto nada!!
E fugiu com o seu prato de bolachas e bolos, seguida do grupo dos seus pequenos amigos e amigas que já não riam nem gritavam, mas segredavam uns com os outros. Quase todos, lamento recordá-lo, em ar de troça.
Não sei se alguma vez tive amigos invisíveis. Se tive, perdi-os nas pregas da memória, esse saco sem fundo de formas tão irregulares e instáveis, onde podemos perder eternidades de recordações lá dentro, até ao dia, improvável, em que tropeçando nos seus labirintos, as encontramos como se acabassem de ter sido vividas. Mas não ponho de parte a ideia consoladora de os ter tido.
Aliás, alguns dos meus filhos tiveram-nos. Um deles, por exemplo, assustou-me tremendamente quando, por volta dos seus seis anos, nos comunicou que falava com portas, melhor, que as portas falavam com ele. Respirei fundo, deixei a informação pousar e fiquei atenta ao desenrolar daqueles diálogos.
Depois, muitos anos mais tarde, foi a vez da minha sobrinha neta ter feito saber ao mundo que não ia para lado nenhum sem a sua grande amiga Clarinha, que, por acaso, só ela via e que durante anos fez parte da família. E desde há uns anos, com a colecção juvenil que iniciei, tenho obtido muitos e reconfortantes sinais de que o mundo das crianças e dos jovens continua tão mágico como sempre foi.
Não entendo, juro que não entendo, como é que pessoas pretensamente inteligentes, ou que gostam de se ver como tal, não percebem que a imaginação é o portal de acesso ao universo, aos universos todos, sem tempo nem distância nem limites. E que tudo o que nos rodeia é produto directo dessa mesma imaginação que alguns insistem em desvalorizar. Dos aviões aos computadores, da roda ao automóvel, dos alfinetes aos tachos e panelas, das roupas e acessórios, às casas, oh, céus, a lista não tem fim, tudo, em resumo, começou por ser um sonho de alguém ou de muita gente a sonhar em conjunto, que tomou forma e acabou partilhado por todos.
Não entendo, juro que não entendo, como alguém pode ousar reduzir a pó o mundo sagrado e mágico de uma criança, pelo simples facto de ter enterrado como inútil, a memória de ter sido uma, sem perceber, do alto da sua inepta racionalidade que é a imaginação que nos separa, e apenas ela, das outras espécies com quem partilhamos o planeta.
Erradiquem do ser humano esta função superior, e obterão autómatos insatisfeitos e insaciáveis, que mais tarde ou mais cedo fazem soar os seus gritos de revolta.
domingo, fevereiro 26, 2012
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
quarta-feira, fevereiro 22, 2012
segunda-feira, fevereiro 20, 2012
terça-feira, fevereiro 14, 2012
segunda-feira, fevereiro 13, 2012
quarta-feira, fevereiro 08, 2012
terça-feira, fevereiro 07, 2012
short story
segunda-feira, fevereiro 06, 2012
domingo, fevereiro 05, 2012
Venha plantar uma das 500 árvores de espécies autóctones e ajudar a realizar sonhos!
A iniciativa irá realizar-se dia 18 de Fevereiro (Sábado), das 11:00 às 16:00, no Bosque do Pisão de Baixo, no Parque Natural de Sintra – Cascais.
Plante esta Ideia
Para participar e receber informações inscreva-se aqui!
sábado, fevereiro 04, 2012
Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
Fernando Pessoa
por causa de um email...
sexta-feira, fevereiro 03, 2012
1)"quem me dera ter tido coragem de viver de acordo com a minha verdade e não segundo as expectativas dos outros";
2)"gostaria de não ter trabalhado tanto";
3)"preferia ter tido a coragem de expressar os meus sentimentos";
4)"quem me dera ter mantido os amigos mais chegados";
5)"devia ter-me permitido ser mais feliz".
E eu? Talvez possa evitar ser mais um a repetir estas lamentações!
[Texto completo aqui: http://www.inspirationandchai.com/Regrets-of-the-Dying.html]
"roubado do ver para alem do olhar"
quinta-feira, fevereiro 02, 2012
É urgente
É urgente um barco no mar
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer
É urgente o amor, é urgente
permanecer
Eugénio de Andrade
quarta-feira, fevereiro 01, 2012
terça-feira, janeiro 31, 2012
Jean Vanier, em "Despertar do ser"
segunda-feira, janeiro 30, 2012
modo telegrama
sexta-feira, janeiro 27, 2012
Vou ali sentar-me e iniciar esse dialogo, comigo e com Ele, até domingo!
quinta-feira, janeiro 26, 2012
de uma carta muuuito antiga...
Acho que é melhor verem primeiro o video e depois lerem! :)
Sabem...
Fiquei a pensar muito em voces as duas. No que disseram, do que ja devem ter sofrido no vosso coraçãozinho em silencio, no que devem ter discutido e duvidado... Faz parte bem sei mas ainda assim acho que há coisas pelas quais passamos que nos devem trazer sempre algo de positivo e construtivo e espero que o que estão a passar traga isso mesmo.
Esta criança queria mesmo ajudar e isso fê-la sentir mesmo bem depois, a ela e aos outros. E acredito mesmo que ele nao fez aquilo só a pensar em si mas também a pensar em si. E custou-lhe... Ao inicio entao... imagino as pessoas a rirem-se dele, a dizer "nao és capaz" e ele continuou (...)
obrigada meninas!
quarta-feira, janeiro 25, 2012
Boas noticias
terça-feira, janeiro 24, 2012
Vemo-lo ao longe, afasta-se devagar, e não tem de ser triste.
Hoje, eu caminho na direcção do passado. Tu caminhas para
o futuro. A noite. Depois desta noite, para mim, será ontem.
Depois desta noite, tu estarás em amanhã. Sabemos que haverá
muitas noites. Haverá dias, meses e anos que atravessaremos.
Atravessei muitos anos, direi. Atravessarei muitos anos, dirás.
Sabemos que o passado e o futuro são caminhos que se cruzam.
Não tem de ser triste. Talvez eu te encontre num dia em que eras
muito nova, uma criança. Talvez eu sorria. Talvez tu sorrias.
Talvez tu me encontres num dia em que eu seja já muito velho,
sem esperança de te voltar a ver. Talvez eu sorria. Talvez tu sorrias.
Não tem de ser triste. Vamos separar-nos agora. Este instante,
agora, será o teu passado. Este instante, agora, será o meu futuro.
José Luis Peixoto
uma carta relida e repensada. obrigada C.
segunda-feira, janeiro 23, 2012
Boas noticias!
(depois de um desabafo e de uma sugestao da minha Maria vou começar a divulgar uma ou outra "boa noticia" que vou encontrando - "Sê a mudança que queres ver no mundo")
Para Maria
Procuro por Ti
Trago este vazio
E o desejo de dar cor à minha vida
Quero pintar
Esta história que estou a criar
Quero ser mais
Minha grandeza afirmar
Ser poeta, ser cantor, ser o céu
Onde mora tudo o que eu vou ser
Se eu souber ser amor
Maria, Maria
Não sei que aconteceu
Se o mundo ou se fui eu
Enganou-se o amanhã sem piedade
Fecha-se a luz
Sobre as almas da minha idade
Esconde-se o céu
Onde eu quero ser mais verdade
Minha Senhora e minha Mãe
Olha bem por nós
Sem Teu amor
Ficaremos sós.
Maria, Maria
Mãe do silêncio
Mãe da humanidade
Em Teu seio o meu senhor se gerou
E Tu o contemplaste
Cheia de amor e ternura
Teu filho desejado
e por ti muito amado
Minha Senhora e minha Mãe
Ensina-me a amar
E arriscar
A saber ser maior
Mafalda Arnauth
domingo, janeiro 22, 2012
muito bom!
sábado, janeiro 21, 2012
Irrita-me, profundamente, o olhar negro sobre o mundo, o vermos e mostrarmos apenas o que há de mau e errado e a ler este comentário do Joao:
"O naufrágio da semana passada, na costa italiana, deixou-nos histórias impressionantes: um comissário de bordo que, depois de ajudar tantos passageiros, partiu a perna e ficou ferido e encurralado a noite inteira; homens que ofereceram o seu lugar nos salva-vidas a mulheres e crianças; um jovem baterista que deu o seu colete salva-vidas a um miúdo e depois nunca mais foi visto. São muitas as histórias de gente normal, como nós, que, no meio da tragédia, teve um gesto heróico. São histórias como estas que salvam a humanidade."
percebi que nada disto se fala na televisao e que é, tambem, por isto que nos cingimos ao que é escuro.
agora me lembro porque é que eu nao via tv...
sexta-feira, janeiro 20, 2012
quinta-feira, janeiro 19, 2012
Os desejos de Victor Hugo
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar
(...)
Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar "
terça-feira, janeiro 17, 2012
segunda-feira, janeiro 16, 2012
- Está bem – disse Théo. – Mas porquê?
- É preciso, de vez em quando, saber renunciar ao porquê – disse o xeque. – Já não estás na idade das eternas perguntas, já não tens cinco anos! Sossega. Para encontrares alento, tens de te entregar. De te entregar, Théo! Senão, não te curas.”
“A Viagem de Théo”
domingo, janeiro 15, 2012
quinta-feira, janeiro 12, 2012
Sê bom para contigo.
olhares para ti com humanidade.
Ser bondoso significa sentires-te bem contigo próprio.
É reconhecer a criança ferida que existe em ti
e usares de misericórdia para com ela;
olhar para as próprias feridas com o olhar
compassivo do coração e agir com uma
dedicação sincera.
Não deves enfurecer-te com as tuas próprias fraquezas,
mas sim olhá-las com amor e aceitá-las.
Só um olhar carinhoso pode fazer com
que as nossas fraquezas se transformem.
Não dificultes a tua vida
ao levar demasiado a sério
aquilo que não te agrada em ti
e o que te aborrece nos outros.
Vive e deixa viver.
Vê para lá das coisas.
Sê criativo na forma como levas alegria
à vida das pessoas que vais encontrando.
As rosas que fazes florescer para os outros
não perfumam apenas a vida delas.
Também inebriam a tua.
Também enchem o teu coração de amor e alegria.
Sempre que te aproximas dos outros,
há algo em ti que se agita,
que te faz sentir livre e expansivo.
Anselm Grün, em "Em cada dia... um caminho para a felicidade"
terça-feira, janeiro 10, 2012
segunda-feira, janeiro 09, 2012
nem acredito que estou a citar os Queen mas estou!
Just turn yourself into anything you think that you could ever be
Be free with your tempo, be free be free
Surrender your ego - be free, be free to yourself"
depois de uma (larga) discussao saudavel...
para quem é o conforto?
a quem importa que vamos?
se ninguém, a nao sermos nós mesmos, se recordasse da visita continuaríamos a ir?
domingo, janeiro 08, 2012
Agostinho da Silva
sábado, janeiro 07, 2012
Se essa rua
Se essa rua fosse minha
Eu mandava
Eu mandava ladrilhar
Com pedrinhas
Com pedrinhas de brilhante
Só pra ver
Só pra ver meu bem passar
Nessa rua
Nessa rua tem um bosque
Que se chama
Que se chama solidão
Dentro dele
Dentro dele mora um anjo
Que roubou
Que roubou meu coração
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Tu roubaste
Tu roubaste o meu também
Se eu roubei
Se eu roubei teu coração
Foi porque
Só porque te quero bem
11ª cirandinha de H.Villa Lobos
Parabéns Mae.
quinta-feira, janeiro 05, 2012
E suportar é o tempo mais comprido.
Peço-Te que venhas e me dês a liberdade,
Que um só dos teus olhares me purifique e acabe.
...
Há muitas coisas que eu quero ver.
Peço-Te que sejas o presente.
Peço-Te que inundes tudo.
E que o teu reino antes do tempo venha.
E se derrame sobre a Terra
Em primavera feroz precipitado.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Agradeço muito os dias vividos, a vida partilhada e o carinho recebido.
Para chegar há que partir. E eu parti para aqui chegar.
Sinto-me uma sortuda. Tenho, já, duas casas! :)
Agora reinicia-se o caminho. E que bom que é caminhar...
terça-feira, janeiro 03, 2012
A abraçar a liberdade!
Hoje sinto isso mesmo. Que estou, realmente, a dar passos no sentido do (meu) encontro comigo mesma e com aquele que será (ou nao) o meu caminho.
domingo, janeiro 01, 2012
É isto (mais ou menos) que acontece no meu coração.
Renova-se a esperança a cada passo dado!
Um bom Ano Novo a todos!
sexta-feira, dezembro 30, 2011
Pe. Tolentino Mendonça
quarta-feira, dezembro 28, 2011
domingo, dezembro 25, 2011
semear no pó e voltar a colher
há que ser trigo, depois ser restolho
há que penar para aprender a viver
E a vida não é existir sem mais nada
a vida não é dia sim, dia não
é feita em cada entrega alucinada
pra receber daquilo que aumenta o coração"
a minha canção de hoje! revivida com outra dimensao, outra cor e outra vida!
sábado, dezembro 24, 2011
terça-feira, dezembro 13, 2011
sábado, dezembro 10, 2011
realidade aumentada
terça-feira, dezembro 06, 2011
segunda-feira, dezembro 05, 2011
sábado, dezembro 03, 2011
A inteligência, sem amor, faz-te cruel.
A amabilidade, sem amor, faz-te hipócrita.
A fé, sem amor, faz-te fanático.
O dever, sem amor, faz-te mal-humorado.
A cultura, sem amor, faz-te distante.
A ordem, sem amor, faz-te complicado.
A agudeza, sem amor, faz-te agressivo
O apostolado, sem amor, faz-te estranho.
A amizade, sem amor, faz-te interessado.
O possuir, sem amor, faz-te avarento.
A responsabilidade, sem amor, faz-te implacável.
A ambição, sem amor, faz-te injusto.
Por último, ama, porque, como dizia São João da Cruz, «ao entardecer da vida, julgar-nos-á pelo amor». José Miguel, em José Mª Alibau, Palabras para el Silencio
sexta-feira, dezembro 02, 2011
quinta-feira, dezembro 01, 2011
é o trabalho de uma vida responder a esta pergunta e o trabalho que começo agora em Teologia.
entusiasma-me perceber os contornos que nos levam a mover-nos. o que nos puxa, empurra e pára na vida. o que é que te traz e te leva. o que é que me trouxe até aqui.
vou-vos pondo a par deste que esta a ser o trabalho mais intenso e pessoal que eu já alguma vez fiz.