
segunda-feira, setembro 26, 2011
sexta-feira, setembro 23, 2011
de um email (em nada) comum.
"S., vejo que estás a chegar ao âmago do espírito Siddharta e de todas as questões e preocupações que ele nos coloca: a eterna busca do homem livre para se conhecer a si próprio, como ser cheio de contradições, conflitos, defeitos e virtudes...
Penso que é natural que esteja a saber a pouco, pois as questões que o livro nos coloca levam uma vida inteira a ser respondidas, e mesmo assim nunca chegamos a uma resposta final ou conclusiva, pois temos sempre mais qualquer coisa a descobrir, além de que estamos também em permanente transformação e as pessoas que somos hoje são diferentes das que fomos ontem e das que seremos amanhã.
Penso que é natural que esteja a saber a pouco, pois as questões que o livro nos coloca levam uma vida inteira a ser respondidas, e mesmo assim nunca chegamos a uma resposta final ou conclusiva, pois temos sempre mais qualquer coisa a descobrir, além de que estamos também em permanente transformação e as pessoas que somos hoje são diferentes das que fomos ontem e das que seremos amanhã.
Oxalá consigamos tornarmo-nos pessoas melhores, ou seja mais humanas, a cada dia que passa, essa é a minha busca. Para ela conto com a ajuda dos mestres Siddharta, Oogway, Po, Princepezinho e... vocês claro, pois os nossos amigos, esses sim são os nossos verdadeiros mestres, aqueles que nos ensinam a viver e que nos trazem a tão procurada paz interior (que o grande mestre chifu ainda anda à procura).
quinta-feira, setembro 22, 2011
Novidades!
Falta o tempo para que as palavras possam descrever o que sinto!
Voltei a estudar! Teologia! Incrivel. Muito haverá a dizer...
Vivo com 6 pessoas incriveis que, dia a dia com as suas vidas, semeiam o amor. Mesmo.
Aqui ao lado outras 34 que nas decadas passadas o fizeram. Quantas histórias para ouvir..
Tempo para rezar. Oraçao. :)
Castelhano e catalao. Autch!
Faz falta a musica mas os vossos mimos e abraços continuam aqui, vivinhos.
Um abraço "desde lejos"!
quarta-feira, setembro 21, 2011
Noticias em modo telegrama!
Feliz. stop. Animada e entusiasmada com a nova vida! stop. A aprender castelhano e catalao. stop. caos. stop. comecei a estudar teologia! stop. YES! stop. ainda sinto os vossos abraços. stop.
Beijinhos stop.
Beijinhos stop.
sábado, setembro 17, 2011
Até Já!
Sem muitas palavras de momento,
Sem ter algo suficientemente relevante para dizer,
Ficam-me as palavras de Amor, de carinho e os abraços fortes e apertados da ultima semana.
Sou mesmo uma sortuda. Que vida, que Graça de Deus tudo, tanto...
Estou mesmo mesmo mesmo feliz com os passos dados e o caminho traçado.
Confio-me as vossas orações e rezo para que Jesus me mostre o Seu caminho.
http://www.youtube.com/watch?v=5YHYHnhL8Jc
Um abraço a cada um.
Sem ter algo suficientemente relevante para dizer,
Ficam-me as palavras de Amor, de carinho e os abraços fortes e apertados da ultima semana.
Sou mesmo uma sortuda. Que vida, que Graça de Deus tudo, tanto...
Estou mesmo mesmo mesmo feliz com os passos dados e o caminho traçado.
Confio-me as vossas orações e rezo para que Jesus me mostre o Seu caminho.
http://www.youtube.com/watch?v=5YHYHnhL8Jc
Um abraço a cada um.
quarta-feira, setembro 07, 2011
sábado, setembro 03, 2011
quinta-feira, setembro 01, 2011
quarta-feira, agosto 31, 2011
terça-feira, agosto 30, 2011
domingo, agosto 28, 2011
sábado, agosto 27, 2011
Escada sem corrimão
É uma escada em caracol
e que não tem corrimão.
Vai a caminho do Sol
mas nunca passa do chão.
Os degraus, quanto mais altos,
mais estragados estão.
Nem sustos nem sobressaltos
servem sequer de lição.
Quem tem medo não a sobe.
Quem tem sonhos também não.
Há quem chegue a deitar fora
O lastro do coração.
Sobe-se numa corrida.
Corre-se perigos em vão.
Adivinhaste: é a vida
a escada sem corrimão.
(David Mourão Ferreira)
e que não tem corrimão.
Vai a caminho do Sol
mas nunca passa do chão.
Os degraus, quanto mais altos,
mais estragados estão.
Nem sustos nem sobressaltos
servem sequer de lição.
Quem tem medo não a sobe.
Quem tem sonhos também não.
Há quem chegue a deitar fora
O lastro do coração.
Sobe-se numa corrida.
Corre-se perigos em vão.
Adivinhaste: é a vida
a escada sem corrimão.
(David Mourão Ferreira)
sexta-feira, julho 29, 2011
segunda-feira, julho 25, 2011
Nunca
"Nunca diga não pra mim
eu não vou poder trabalhar, conversar, descansar sem o teu sim
seja sempre assim
por favor me dê um sinal
um cartão postal, um aval dizendo assim
'não, não é o fim,
dure o tempo que você gostar de mim
entre o não e o sim,
só me deixe quando o lado bom for menor do que o ruim'
Nunca se esconda assim
eu não vou saber te falar,
te explicar que eu também me assusto muito
você nunca vê que eu sou só um menino destes tais
que pensam demais
logo mais, vou correr atrás de ti.
'não, não é o fim, dure o tempo que você gostar de mim
entre o não e o sim, só me deixe quando o lado bom for menor do que o ruim'"
A Banda mais bonita da cidade em Nunca
eu não vou poder trabalhar, conversar, descansar sem o teu sim
seja sempre assim
por favor me dê um sinal
um cartão postal, um aval dizendo assim
'não, não é o fim,
dure o tempo que você gostar de mim
entre o não e o sim,
só me deixe quando o lado bom for menor do que o ruim'
Nunca se esconda assim
eu não vou saber te falar,
te explicar que eu também me assusto muito
você nunca vê que eu sou só um menino destes tais
que pensam demais
logo mais, vou correr atrás de ti.
'não, não é o fim, dure o tempo que você gostar de mim
entre o não e o sim, só me deixe quando o lado bom for menor do que o ruim'"
A Banda mais bonita da cidade em Nunca
terça-feira, julho 05, 2011
segunda-feira, julho 04, 2011
sexta-feira, julho 01, 2011
mini campanha de angariação para Macomia!
filmes com legendas em Português gravados em DVD para jovens e para adultos;
livros de filosofia simples;
gramáticas de português;
mini-estojos de costura;
(vou acrescentar mais coisas mas se alguém conseguir alguma destas coisas é só dizer!)
livros de filosofia simples;
gramáticas de português;
mini-estojos de costura;
(vou acrescentar mais coisas mas se alguém conseguir alguma destas coisas é só dizer!)
quinta-feira, junho 30, 2011
Peregrinamos
quarta-feira, junho 29, 2011
terça-feira, junho 21, 2011
Um dia...
...gostava de vos contar a historia deles.
uma historia de amor como há tantas que o tempo faz esquecer.
ontem adormeci a pensar nisso. na quantidade de historias de amor que todos deviamos conhecer e que acabam por "morrer" sozinhas.
por causa disso acordei a pensar numa mosquitinha...
uma historia de amor como há tantas que o tempo faz esquecer.
ontem adormeci a pensar nisso. na quantidade de historias de amor que todos deviamos conhecer e que acabam por "morrer" sozinhas.
por causa disso acordei a pensar numa mosquitinha...
Por estes dias...
...corre-se muito. Muito para fazer em poucas horas. Muito para escrever e para imprimir em pouco tempo. Muito muito! E assim a vida faz mais sentido. A vida sabe melhor assim, cheia! :)
quarta-feira, junho 15, 2011
quarta-feira, junho 08, 2011
Chegou!!
Finalmente chegou!
nem acredito!
que alegria!
que magia mesmo esta epoca!
CHEGOU A EPOCA DOS FIGOS!!!
nem acredito!
que alegria!
que magia mesmo esta epoca!
CHEGOU A EPOCA DOS FIGOS!!!
"Olhou satisfeito para o rio, nunca a água lhe agradara tanto com esta, nunca compreendera tão clara e profundamente a voz e o significado alegórico da água que corre. Parecia-lhe que o rio tinha algo especial para lhe dizer, algo que ele ainda não sabia, que ainda o aguaradava.
Olhou afectuosamente para a água, para o seu verde translúcido, para as linhas cristalinas dos seus contornos cheios de segredos. Viu pérolas cintilantes emergirem do fundo, bolhas de ar flutuando serenamente no espelho de água, reflectindo o azul do céu. O rio olhava para ele com mil olhos, verdes, brancos, cristalinos, azuis celestes. Como ele amava esta água, como ela o fascinava, quão agradecido lhe estava! Ouvia a voz falar-lhe no seu coração, desperta outra vez, dizendo-lhe: Ama esta água! Fica junto a ela! Aprende com ela! Sim, ele queria aprender com ela, queria escutá-la. Parecia-lhe que quem compreendesse esta água e os seus segredos compreenderia muitas outras coisas, muitos segredos, todos os segredos.
Mas hoje, dos segredos do rio ele via apenas um, um segredo que enchia a sua alma: aquela água corria continuamente, corria sempre mas estava sempre ali, para todo o sempre a mesma e, no entanto, a cada momento nova!"
Excerto do livro de Hermann Hesse, Siddhartha
Olhou afectuosamente para a água, para o seu verde translúcido, para as linhas cristalinas dos seus contornos cheios de segredos. Viu pérolas cintilantes emergirem do fundo, bolhas de ar flutuando serenamente no espelho de água, reflectindo o azul do céu. O rio olhava para ele com mil olhos, verdes, brancos, cristalinos, azuis celestes. Como ele amava esta água, como ela o fascinava, quão agradecido lhe estava! Ouvia a voz falar-lhe no seu coração, desperta outra vez, dizendo-lhe: Ama esta água! Fica junto a ela! Aprende com ela! Sim, ele queria aprender com ela, queria escutá-la. Parecia-lhe que quem compreendesse esta água e os seus segredos compreenderia muitas outras coisas, muitos segredos, todos os segredos.
Mas hoje, dos segredos do rio ele via apenas um, um segredo que enchia a sua alma: aquela água corria continuamente, corria sempre mas estava sempre ali, para todo o sempre a mesma e, no entanto, a cada momento nova!"
Excerto do livro de Hermann Hesse, Siddhartha
Alexandra e Iracema
terça-feira, junho 07, 2011
segunda-feira, junho 06, 2011
6 anos.
6 anos de blog.
6 anos de vida minha e nossa escrita por aqui.
6 anos de tanta coisa...
6 anos de tanta mudança...
6 anos de blog.
6 anos.
6 anos de vida minha e nossa escrita por aqui.
6 anos de tanta coisa...
6 anos de tanta mudança...
6 anos de blog.
6 anos.
3 Pontos sobre as eleições
Haverá mudança. Medo.
Tempos dificeis se avizinham. Mais medo.
40% de abstenção. Vergonha.
Tempos dificeis se avizinham. Mais medo.
40% de abstenção. Vergonha.
sábado, junho 04, 2011
quinta-feira, junho 02, 2011
Porque gritamos
“Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos “Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?”
“Gritamos porque perdemos a calma”, disse um deles.
“Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?” Questionou novamente o pensador.
“Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça”,retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar: “Então não é possível falar-lhe em voz baixa?”
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então ele esclareceu: “Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se esta aborrecida?”
O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvi um ao outro, através da grande distância.
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram. ‘E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.”
Por fim, o pensador conclui, dizendo: “Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta”.
” Mahatma Gandhi “
“Gritamos porque perdemos a calma”, disse um deles.
“Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?” Questionou novamente o pensador.
“Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça”,retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar: “Então não é possível falar-lhe em voz baixa?”
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então ele esclareceu: “Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se esta aborrecida?”
O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvi um ao outro, através da grande distância.
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram. ‘E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.”
Por fim, o pensador conclui, dizendo: “Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta”.
” Mahatma Gandhi “
terça-feira, maio 31, 2011
um domingo nada comun!
os domingos são, já, por si só dias cheios, alegres, de familia e de festa!
este foi tudo isso e muito mais!
comemoramos o nosso crisma, que já fez um ano, festejamos a presença do Sr. Bispo, estivemos em comunidade e...
Fui madrinha da Confirmação do Gabriel!
Que alegria...
Foi uma festa como há muito poucas... Foi mesmo mesmo mesmo incrivel!
Amei!
fotografias para breve!
este foi tudo isso e muito mais!
comemoramos o nosso crisma, que já fez um ano, festejamos a presença do Sr. Bispo, estivemos em comunidade e...
Fui madrinha da Confirmação do Gabriel!
Que alegria...
Foi uma festa como há muito poucas... Foi mesmo mesmo mesmo incrivel!
Amei!
fotografias para breve!
sábado, maio 28, 2011
sexta-feira, maio 27, 2011

Aqui à uns anos, depois de uma fotografia deste género, depois de a trabalharmos e depois de nos sentarmos a conversar decidimos, os dois, que o sonho comandava, verdadeiramente, a vida. Hoje sei que não e a tua vida mostra isso mesmo. Eu, hoje, acho que é o Amor que a comanda. Espero que sejas feliz. Sempre. Como diz a T. Abraço-te para além de todas as distâncias.
quinta-feira, maio 26, 2011
A força está em amar.
Era uma vez uma árvore muito velhinha e muito muito muito fraca.
Era uma árvore que já tinha sido tudo, já tinha sido forte, já tinha sido robusta, já tinha dado sombra, já tinha dado sementes e essas sementes já tinham dado fruto que por sua vez tinham dado sementes também eles...
Esta árvore já tinha dado abrigo a muitos animais, pequeninos, médios e até grandes.
Um dia, sem que já se esperasse, uma lagartinha enrugada e preguiçosa veio abrigar-se do vento debaixo de uma folha que esta árvore ainda tinha. A árvore percebeu, rapidamente e apesar de resmungar muito, que ainda era importante e necessária.
-Houve uma lagartinha que ainda precisou de mim... - pensava ela.
Com o passar do tempo habituaram-se uma à outra, já não resmungavam tanto, a árvore da presença da lagarta e a lagarta da folha ser um abrigo mais fraco, e até já gostavam da companhia uma da outra.
Passou-se tanto tempo que o tempo deixou de ser importante e que a lagarta passou a ser a Dina e a árvora a D.Palmira.
Poucas palavras trocaram, até porque não é fácil uma árvore e uma lagarta se entenderem, mas um dia, enquanto o sol se punha a lagarta contou à árvore que ía viajar e a árvore, sem que ninguém ali à volta estivesse à espera, disse:
-Sabes Dina, a força na vida está em amar. Se tudo o que fizeres for parte de uma história de amor serás forte e feliz.
E a lagarta seguiu o seu caminho.
Era uma árvore que já tinha sido tudo, já tinha sido forte, já tinha sido robusta, já tinha dado sombra, já tinha dado sementes e essas sementes já tinham dado fruto que por sua vez tinham dado sementes também eles...
Esta árvore já tinha dado abrigo a muitos animais, pequeninos, médios e até grandes.
Um dia, sem que já se esperasse, uma lagartinha enrugada e preguiçosa veio abrigar-se do vento debaixo de uma folha que esta árvore ainda tinha. A árvore percebeu, rapidamente e apesar de resmungar muito, que ainda era importante e necessária.
-Houve uma lagartinha que ainda precisou de mim... - pensava ela.
Com o passar do tempo habituaram-se uma à outra, já não resmungavam tanto, a árvore da presença da lagarta e a lagarta da folha ser um abrigo mais fraco, e até já gostavam da companhia uma da outra.
Passou-se tanto tempo que o tempo deixou de ser importante e que a lagarta passou a ser a Dina e a árvora a D.Palmira.
Poucas palavras trocaram, até porque não é fácil uma árvore e uma lagarta se entenderem, mas um dia, enquanto o sol se punha a lagarta contou à árvore que ía viajar e a árvore, sem que ninguém ali à volta estivesse à espera, disse:
-Sabes Dina, a força na vida está em amar. Se tudo o que fizeres for parte de uma história de amor serás forte e feliz.
E a lagarta seguiu o seu caminho.
Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Porque, Sophia de Mello Breyner Andresen
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não.
Porque, Sophia de Mello Breyner Andresen
quarta-feira, maio 25, 2011
Parabéns minha querida Rita
à um ano estavamos assim a comemorar, a desejar mil coisas diferentes, cada um as suas... vê quanto caminho se fez num ano, vê quão feliz estamos, vê como continuamos a caminhar juntas, vê como os nossos sonhos começam a concretizar-se...
admiro-te muito e gosto muito da pessoa e da amiga que és.
um (ou mil) abraços.
segunda-feira, maio 23, 2011
O meu nome...
é Ana Rita.
chamam-me quase só Rita.
um hábito, apenas uma questão de hábito.
gosto muito do nome que me deram. todo.
gosto mesmo.
depois de uma longa conversa sobre este tópico fica o esclarecimento. :)
chamam-me quase só Rita.
um hábito, apenas uma questão de hábito.
gosto muito do nome que me deram. todo.
gosto mesmo.
depois de uma longa conversa sobre este tópico fica o esclarecimento. :)
Amar Imperfeição!
Inspirada AQUI decidi escrever o que penso sobre este assunto!
Sempre gostei de conhecer as particularidades das pessoas que me envolvem, que me rodeiam, que amo. Acho que sentia que conhecer essas particularidades tornava aquelas pessoas unicas para mim. Pensava que mais ninguém conhecia aquelas pessoas como eu. Hoje chamo-lhes defeitos e não só particularidades. Não é só do tique ou da mania que eu gosto, é da rabugice matinal, é da má disposição associada à fome, é da vaidade ou do orgulho em determinadas situações. Acho que amar os defeitos torna-nos a nós mais claros dos nossos defeitos e torna-se mais fácil aceitar os outros como eles são. Imperfeitos.
Sempre gostei de conhecer as particularidades das pessoas que me envolvem, que me rodeiam, que amo. Acho que sentia que conhecer essas particularidades tornava aquelas pessoas unicas para mim. Pensava que mais ninguém conhecia aquelas pessoas como eu. Hoje chamo-lhes defeitos e não só particularidades. Não é só do tique ou da mania que eu gosto, é da rabugice matinal, é da má disposição associada à fome, é da vaidade ou do orgulho em determinadas situações. Acho que amar os defeitos torna-nos a nós mais claros dos nossos defeitos e torna-se mais fácil aceitar os outros como eles são. Imperfeitos.
sábado, maio 21, 2011
quinta-feira, maio 19, 2011
O mundo devia parar por uns segundos?
Há já muito tempo que eu penso desta forma, que acho que há momentos que nos cortam de tal forma a respiração que o mundo deveria parar por uns segundos. É estranho, e demasiado dificil, perceber que o nosso mundo, cá dentro, está tão diferente e que o exterior não acompanha. As ruas continuam iguais, a passada de toda a a gente continua igual e o tempo, esse, continua a andar para a frente quando, na minha opinião, deveria dar-nos uns segundos para recuperar.
Uma amiga disse-me uma vez que a vida, toda ela, é uma história de amor.
Vou guarda-la naquele lugar onde se guardam as preciosidades. no coração.
Uma amiga disse-me uma vez que a vida, toda ela, é uma história de amor.
Vou guarda-la naquele lugar onde se guardam as preciosidades. no coração.
quinta-feira, maio 12, 2011
volto já!
Aí vou eu!
4 dias de retiro!
4 dias de oração!
4 dias de silêncio!
4 dias de reflexão!
4 dias de caminho!
4 dias de distância!
4 dias de proximidade!
4 dias de Amor!
4 dias de... DESCOBERTA!
4 dias de retiro!
4 dias de oração!
4 dias de silêncio!
4 dias de reflexão!
4 dias de caminho!
4 dias de distância!
4 dias de proximidade!
4 dias de Amor!
4 dias de... DESCOBERTA!
sexta-feira, maio 06, 2011
G.J.
quinta-feira, maio 05, 2011
Contigo aprendi coisas tão simples
Contigo aprendi coisas tão simples como
a forma de convívio com o meu cabelo ralo
e a diversa cor que há nos olhos das pessoas
Só tu me acompanhastes súbitos momentos
quando tudo ruía ao meu redor
e me sentia só e no cabo do mundo
Contigo fui cruel no dia a dia
mais que mulher tu és já a minha única viúva
Não posso dar-te mais do te dou
este molhado olhar de homem que morre
e se comove ao ver-te assim presente tão subitamente
Ruy Belo
a forma de convívio com o meu cabelo ralo
e a diversa cor que há nos olhos das pessoas
Só tu me acompanhastes súbitos momentos
quando tudo ruía ao meu redor
e me sentia só e no cabo do mundo
Contigo fui cruel no dia a dia
mais que mulher tu és já a minha única viúva
Não posso dar-te mais do te dou
este molhado olhar de homem que morre
e se comove ao ver-te assim presente tão subitamente
Ruy Belo
Um caminho bem longo
um passo
dois passos
tres passos
um caminho bem longo
nada nos prende ao chão
voamos de mão dada sem que ninguem note
antes diziam que o céu era o limite
agora sei que o Amor é o mote
inspiro
expiro
respiro
durante uma vida
e nada me faz voltar
sinto que o meu coração parou
e que apesar disso acontecer em segredo
sei que o Teu Amor me mudou
um passo
dois passos
tres passos
um caminho bem longo
sexta-feira, abril 29, 2011
quinta-feira, abril 28, 2011
Porque é que este sonho absurdo
Porque é que este sonho absurdo
a que chamam realidade
não me obedece como os outros
que trago na cabeça?
Eis a grande raiva!
Misturem-na com rosas
e chamem-lhe vida.
José Gomes Ferreira
a que chamam realidade
não me obedece como os outros
que trago na cabeça?
Eis a grande raiva!
Misturem-na com rosas
e chamem-lhe vida.
José Gomes Ferreira
Confiar
terça-feira, abril 26, 2011
Hoje, depois de te escrever, fiquei meia nostalgica e revi na minha cabeça este e mais mil momentos como este! :)
Obrigada S. por seres minha amiga.
Obrigada S. por seres minha amiga.
quinta-feira, abril 21, 2011
quarta-feira, abril 20, 2011
terça-feira, abril 19, 2011
Temos feito coisas..
..incriveis!
Acho que eles são um tesouro tão especial na minha vida que acabo por guarda-lo só para mim.
Acho que os tento esconder debaixo da asa para não voarem cedo demais... Não sei explicar.
O Guê Jota é o grupo de jovens a que eu pertenço, são os "meus miudos", meus amigos, meus professores, peças fundamentais do meu caminho.
Não estão todos na fotografia mas é só uma imagem daquilo que somos.
Um único abraço.
Obrigada Guê Jotas.
quarta-feira, abril 13, 2011
Ir.
Vesti aquelas calças confortáveis,
apertei bem os ténis,
enchi a garrafa de água,
respirei fundo,
vi se tinha as chaves de casa,
tirei o som aos telemóveis e deixei-os em casa,
voltei a verificar o bolso das chaves,
e fui.
mas este caminho não começou aqui.
acho que o coração não precisou de nada disto para partir e a verdade é que já quase não o sinto cá.
medo? sim. algum.
o coração não o parece sentir mas a cabeça, essa, ui...
depois do terço rezado e de uma horinha de caminhada parece que voltei mas o coração continua com vontade de ir...
apertei bem os ténis,
enchi a garrafa de água,
respirei fundo,
vi se tinha as chaves de casa,
tirei o som aos telemóveis e deixei-os em casa,
voltei a verificar o bolso das chaves,
e fui.
mas este caminho não começou aqui.
acho que o coração não precisou de nada disto para partir e a verdade é que já quase não o sinto cá.
medo? sim. algum.
o coração não o parece sentir mas a cabeça, essa, ui...
depois do terço rezado e de uma horinha de caminhada parece que voltei mas o coração continua com vontade de ir...
quarta-feira, abril 06, 2011
terça-feira, abril 05, 2011
sexta-feira, abril 01, 2011
sexta-feira, março 25, 2011
Os Direitos Inalienáveis do Leitor
1 O Direito de Não Ler
2 O Direito de Saltar Páginas
3 O Direito de Não Acabar Um Livro
4 O Direito de Reler
5 O Direito de Ler Não Importa o Quê
6 O Direito de Amar os "Heróis" dos Romances
7 O Direito de Ler Não Importa Onde
8 O Direito de Saltar de Livro em Livro
9 O Direito de Ler em Voz Alta
10 O Direito de Não Falar do Que se Leu
Daniel Pennac in «Como um Romance»
2 O Direito de Saltar Páginas
3 O Direito de Não Acabar Um Livro
4 O Direito de Reler
5 O Direito de Ler Não Importa o Quê
6 O Direito de Amar os "Heróis" dos Romances
7 O Direito de Ler Não Importa Onde
8 O Direito de Saltar de Livro em Livro
9 O Direito de Ler em Voz Alta
10 O Direito de Não Falar do Que se Leu
Daniel Pennac in «Como um Romance»
"Já passavam das onze horas e ela ainda não tinha voltado a casa. Eu estava preocupadissimo a andar que nem uma barata tonta do quarto para a cozinha sem perceber o que podia fazer mais que não entupir o voicemail dela de mensagens, ligar a todas as amigas para descobrir o nome daquele iner.. inerg... iner qualquer coisa e ainda assim nada. Estava tão cansado daquele fado... Parecia um disco riscado. Castigo, dois dedinhos de liberdade, mil atrasos, castigo e o ciclo recomeçava. Não percebi... Descobri, só muito tempo depois, como eram passadas as noites dela e quem era Ele."
voltei a escrever. só não sei se o mesmo livro ou outro! :)
voltei a escrever. só não sei se o mesmo livro ou outro! :)
quinta-feira, março 24, 2011
Vou ser Madrinhaaaaaaaaaaaaaa! :)
Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha!
Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha!
Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha!
Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha!
Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha!
Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha!
Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha!
Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha!
Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha!
Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha!
Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha!
Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha!
Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha!
Vou ser Madrinha de Crisma do Gabriel! :)
escusado será dizer que estou... felicissima!
Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha!
Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha!
Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha!
Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha!
Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha!
Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha!
Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha!
Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha!
Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha!
Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha!
Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha!
Vou ser madrinha! Vou ser Madrinha! Vou ser madrinha!
Vou ser Madrinha de Crisma do Gabriel! :)
escusado será dizer que estou... felicissima!
Ama-me
Como se não existisse o amanhã,
Abraça-me
Como se o Momento durasse a Eternidade,
E nos pudessemos refugiar
Nos braços um do Outro,
Sem medos ou receios
Como se só Tu e eu existissemos,
Como se o mundo à volta fosse apenas ilusão
E não existisse Dor, Remorso ou Tristeza...
Porque Tu és um sonho (im)possível,
De tornar realidade,
E por isso chego a amaldiçoar,
O instante em que não Te conheci...
(...)
Como se não existisse o amanhã,
Abraça-me
Como se o Momento durasse a Eternidade,
E nos pudessemos refugiar
Nos braços um do Outro,
Sem medos ou receios
Como se só Tu e eu existissemos,
Como se o mundo à volta fosse apenas ilusão
E não existisse Dor, Remorso ou Tristeza...
Porque Tu és um sonho (im)possível,
De tornar realidade,
E por isso chego a amaldiçoar,
O instante em que não Te conheci...
(...)
quarta-feira, março 23, 2011
segunda-feira, março 21, 2011
Parabéns Diogo Ramalho
"cada um que passa na nossa vida, passa sozinho, pois cada pessoa é única e nenhuma substitui outra. cada um que passa na nossa vida, passa sozinho, mas não vai só... nem nos deixa sós. leva um pouco de nós mesmos, deixa um pouco de si mesmo. há os que levam muito, mas há os que não levam nada. essa é a maior responsabilidade da nossa vida, e a prova de que duas almas não se encontram ao acaso."
antoine de saint-exupéry
antoine de saint-exupéry
quinta-feira, fevereiro 24, 2011
rosa do principezinho

- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar."
Antoine de Saint-Exuperry in O principezinho
sexta-feira, fevereiro 18, 2011
Saber renunciar aos porquês!
- Chiu! - fez ele, misterioso, de dedo nos lábios. - Eu sei que é muito tarde, Théo. Mas estás com dificuldade de adormecer esta noite não estás?
- Como é que sabes? - espantou-se Théo, erguendo-se.
- Estive a observar-te, meu filho - disse o xeque. - Quando deixares de te atormentar à noite, terás percorrido metade do caminho. Posso sentar-me um bocadinho?
E, sem esperar pela resposta, instalou-se na cadeira.
- Contaram-te tantas coisas em dois dias, Théo... - começou ele. - E falaram-te tão pouco de Deus!
- E então... - suspirou Théo.
- Tão pouco e tão mal - disse gravemente o xeque, ajeitando as pregas da túnica. - Esquece os furores, esquece as guerras e os massacres, e vê aquilo que nos une. Temos apenas um único Deus, e ele falou-nos. Porque ele fala a Abrão, Moisés, Jesus ou Maomé, Deus dirigiu-se aos homens através de mensageiros. É claro que cada um tem o seu feitio. Moisés tinha fúrias, Jesus era bondoso, e Maomé possuía o sentido de justiça...
- Maomé, sentido de justiça? - atalhou Théo.
- Já calculava - suspirou o xeque. - No teu país, o Islão não é compreendido, e depois os meus dois amigos tinham tantas coisas para te dizer... Eu preferi escutar-te. E escutei a tua revolta, que não te ajudará a adormecer. Deixa-me falar-te de novo de Maomé.
- Mas já me contaste!
- Maomé assemelhava-se aos seus antecessores: procurava unir Deus e os homens com regras simples. Moisés ouviu Deus ditar-lhe as Tábuas da Lei, Jesus pregou a Boa Nova contida nos Evangelhos e o Anjo Gabriel ditou o Corão a Maomé. Moisés trouxe a ideia de lei, Jesus a de caridade, e Maomé a ideia de justiça. Para todos, Deus é Amor.
- Porquê falares-me disso agora? - murmurou Théo.
- Para te reconciliar com todos nós, meu filho - disse o xeque.- Para sossegar essa cabeçinha que nunca pára de objectar. Não penses que eu quero impedir-te de pensar. Mas o mal que te corrói pode desaparecer, Théo. Não te peço que acredites em Deus, não seria isso que te curaria. Simplesmente, fica sabendo que também tu és uma parcela de divindidade. O alento está em ti como em cada um de nós, Théo... Procura o caminho. Descobre o alento.
- Está bem - disse Théo. - Mas porquê?
- É preciso, de vez em quando, saber renunciar ao - disse o xeque. - Já não estás na idade das eternas perguntas, já não tens cinco anos! Sossega. Para encontrares alento, tens de te entregar. De te entregar, Théo! Senão, não te curas.
- Achas? - murmurou Théo, assustado.
- Num lugar qualquer do mundo, um de nós há-de curar-te, tenho a certeza - disse o xeque subindo o tom de voz. - O teu mal partirá para o sítio onde veio, trazido por um génio mau. Mas se resistes com porquês, então nenhum de nós poderá salvar-te. Só te peço que acredites no alento, mais nada.
- No alento? - espantou-se Théo. - O que é que isso quer dizer?
- Mais uma pergunta! - disse o xeque com autoridade. - Será que aceitas, desta vez, obedecer-me sem perguntar nada?
- Aceito - respondeu Théo sem hesitar.
Então fechando os olhos, o xeque pousou as mãos no peito de Théo. Daí a um bocadinho, um calor desconhecido invadiu as costas de Théo, a sensação de uma toalha quente depois de um banho de mar, o sol das praias da Grécia, a suavidade da face de Fatou... Adormeceu.
- Louvado seja o Todo-Poderoso - murmurou o xeque, levantando-se. - Havemos de te salvar, Théo. Nunca o esqueças.
E saiu em bicos de pés, aliviado." in a viagem de Theo
- Como é que sabes? - espantou-se Théo, erguendo-se.
- Estive a observar-te, meu filho - disse o xeque. - Quando deixares de te atormentar à noite, terás percorrido metade do caminho. Posso sentar-me um bocadinho?
E, sem esperar pela resposta, instalou-se na cadeira.
- Contaram-te tantas coisas em dois dias, Théo... - começou ele. - E falaram-te tão pouco de Deus!
- E então... - suspirou Théo.
- Tão pouco e tão mal - disse gravemente o xeque, ajeitando as pregas da túnica. - Esquece os furores, esquece as guerras e os massacres, e vê aquilo que nos une. Temos apenas um único Deus, e ele falou-nos. Porque ele fala a Abrão, Moisés, Jesus ou Maomé, Deus dirigiu-se aos homens através de mensageiros. É claro que cada um tem o seu feitio. Moisés tinha fúrias, Jesus era bondoso, e Maomé possuía o sentido de justiça...
- Maomé, sentido de justiça? - atalhou Théo.
- Já calculava - suspirou o xeque. - No teu país, o Islão não é compreendido, e depois os meus dois amigos tinham tantas coisas para te dizer... Eu preferi escutar-te. E escutei a tua revolta, que não te ajudará a adormecer. Deixa-me falar-te de novo de Maomé.
- Mas já me contaste!
- Maomé assemelhava-se aos seus antecessores: procurava unir Deus e os homens com regras simples. Moisés ouviu Deus ditar-lhe as Tábuas da Lei, Jesus pregou a Boa Nova contida nos Evangelhos e o Anjo Gabriel ditou o Corão a Maomé. Moisés trouxe a ideia de lei, Jesus a de caridade, e Maomé a ideia de justiça. Para todos, Deus é Amor.
- Porquê falares-me disso agora? - murmurou Théo.
- Para te reconciliar com todos nós, meu filho - disse o xeque.- Para sossegar essa cabeçinha que nunca pára de objectar. Não penses que eu quero impedir-te de pensar. Mas o mal que te corrói pode desaparecer, Théo. Não te peço que acredites em Deus, não seria isso que te curaria. Simplesmente, fica sabendo que também tu és uma parcela de divindidade. O alento está em ti como em cada um de nós, Théo... Procura o caminho. Descobre o alento.
- Está bem - disse Théo. - Mas porquê?
- É preciso, de vez em quando, saber renunciar ao
- Achas? - murmurou Théo, assustado.
- Num lugar qualquer do mundo, um de nós há-de curar-te, tenho a certeza - disse o xeque subindo o tom de voz. - O teu mal partirá para o sítio onde veio, trazido por um génio mau. Mas se resistes com porquês, então nenhum de nós poderá salvar-te. Só te peço que acredites no alento, mais nada.
- No alento? - espantou-se Théo. - O que é que isso quer dizer?
- Mais uma pergunta! - disse o xeque com autoridade. - Será que aceitas, desta vez, obedecer-me sem perguntar nada?
- Aceito - respondeu Théo sem hesitar.
Então fechando os olhos, o xeque pousou as mãos no peito de Théo. Daí a um bocadinho, um calor desconhecido invadiu as costas de Théo, a sensação de uma toalha quente depois de um banho de mar, o sol das praias da Grécia, a suavidade da face de Fatou... Adormeceu.
- Louvado seja o Todo-Poderoso - murmurou o xeque, levantando-se. - Havemos de te salvar, Théo. Nunca o esqueças.
E saiu em bicos de pés, aliviado." in a viagem de Theo
quarta-feira, fevereiro 16, 2011
Mais uma ausência e mais um pedacinho de mim!
Sei bem que não tenho conseguido falar-vos do meu caminho.
Aos poucos vou deixando que descortinem o que o meu coração fecha cá dentro. Sei que sim. Mas será sempre aos poucos, à medida que consigo, à medida de que me vejo capaz de dar os pequenos passos que implicam partilhar aquilo que me vai na alma.
Gostava de vos perguntar como fazem isso.
Como conseguem, ou não, e em que medida, partilhar o que sentem e vivem?
Por agora fico-me por isso e uma música.
Aos poucos vou deixando que descortinem o que o meu coração fecha cá dentro. Sei que sim. Mas será sempre aos poucos, à medida que consigo, à medida de que me vejo capaz de dar os pequenos passos que implicam partilhar aquilo que me vai na alma.
Gostava de vos perguntar como fazem isso.
Como conseguem, ou não, e em que medida, partilhar o que sentem e vivem?
Por agora fico-me por isso e uma música.
quinta-feira, janeiro 20, 2011
Recomeço!
Recomeço.
Recomeço hoje, recomeçei ontem e anteontem também.
Falho, caio, peco e ainda assim recomeço.
Sinto-me diferente. O aperto no coração, a nuvem na cabeça e o olhar meio perdido continuam cá mas agora tenho um rumo, uma felicidade interior que me faz ser paciente, calma e tranquila, mesmo quando não sou paciente, nem calma nem tranquila.
Aos poucos vou tentar pôr cá para fora o que me vai no peito, por agora apenas uma música e estas "teclas" que escrevem o que tantas vezes eu não consigo dizer nem sequer a mim mesma.
Obrigada.
Recomeço hoje, recomeçei ontem e anteontem também.
Falho, caio, peco e ainda assim recomeço.
Sinto-me diferente. O aperto no coração, a nuvem na cabeça e o olhar meio perdido continuam cá mas agora tenho um rumo, uma felicidade interior que me faz ser paciente, calma e tranquila, mesmo quando não sou paciente, nem calma nem tranquila.
Aos poucos vou tentar pôr cá para fora o que me vai no peito, por agora apenas uma música e estas "teclas" que escrevem o que tantas vezes eu não consigo dizer nem sequer a mim mesma.
Obrigada.
segunda-feira, novembro 15, 2010
à procura de mim...

ausente, desaparecida, longe, distante, estranha, tudo isso e mais... é o que me têm dito os que mais me querem bem, os que me têm mais perto, os que pensam em mim de alguma forma e gostam de mim, gostam da minha companhia!
pois é. tenho escrito muito, caminhado, rezado, pensado, cantado,... tanto que nem sei.
ando à procura do que quero fazer com a minha vida, à procura do que sinto, do que gosto, do que me faz sentir bem e do que me constroi.
ando à procura de mim e por isso vou estar mais umas semanas longeeeee...
rezem por mim.
"And i love you because you know who i am."
pois é. tenho escrito muito, caminhado, rezado, pensado, cantado,... tanto que nem sei.
ando à procura do que quero fazer com a minha vida, à procura do que sinto, do que gosto, do que me faz sentir bem e do que me constroi.
ando à procura de mim e por isso vou estar mais umas semanas longeeeee...
rezem por mim.
"And i love you because you know who i am."
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