"Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não
esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá à falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da
própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no
recôndito da sua alma.
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um "não".
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."
Fernando Pessoa
quinta-feira, abril 01, 2010
quarta-feira, março 31, 2010
segunda-feira, março 29, 2010
Alma minha gentil, que te partiste
Alma minha gentil, que te partisteLuís de Camões
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.
Se lá no assento etéreo, onde subiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.
E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,
Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.
Rever as fotos...
Recebi um email...
Este fim de semana...
foi marcado por momentos tão fortes e intensos que julgo nem serem possiveis de descrever. senti-me numa montanha russa que só consigo descrever com música..
uma e outra e outra e outra e outra... e podia continuar para perceberem a volta que a minha cabeça deu... só parou com uma tarde de limpezas à bruta ao som desta e uma conversa à beira mar daquelas de coração aberto ao som desta!
uma e outra e outra e outra e outra... e podia continuar para perceberem a volta que a minha cabeça deu... só parou com uma tarde de limpezas à bruta ao som desta e uma conversa à beira mar daquelas de coração aberto ao som desta!
quarta-feira, março 24, 2010
Hoje decidi que vou mudar o mundo.
Aos poucos mas julgo que encontrei o meu caminho.
Vejam a fonte de inspiração AQUI!
Aos poucos mas julgo que encontrei o meu caminho.
Vejam a fonte de inspiração AQUI!
ahhhh!
o C. escreveu-me!!!
lindoooooooooooooooooooooooooooooooooo!
(ainda não consegui acreditar que a minha preta se vai embora)
lindoooooooooooooooooooooooooooooooooo!
(ainda não consegui acreditar que a minha preta se vai embora)
The Blind Side
segunda-feira, março 22, 2010
A cumplicidade!
Quero ser o teu amigo. Nem demais e nem de menos.
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
Fernando Pessoa
Nem tão longe e nem tão perto.
Na medida mais precisa que eu puder.
Mas amar-te sem medida e ficar na tua vida,
Da maneira mais discreta que eu souber.
Sem tirar-te a liberdade, sem jamais te sufocar.
Sem forçar tua vontade.
Sem falar, quando for hora de calar.
E sem calar, quando for hora de falar.
Nem ausente, nem presente por demais.
Simplesmente, calmamente, ser-te paz.
É bonito ser amigo, mas confesso é tão difícil aprender!
E por isso eu te suplico paciência.
Vou encher este teu rosto de lembranças,
Dá-me tempo, de acertar nossas distâncias...
Fernando Pessoa
sábado, março 20, 2010
quarta-feira, março 17, 2010
Engraçado como cada vez mais vejo que a vida é cíclica!
À exactamente um ano atrás escrevi o que sinto hoje...
À exactamente um ano atrás escrevi o que sinto hoje...
terça-feira, março 16, 2010
segunda-feira, março 15, 2010
Um dia depois do outro!
Nem sempre temos esta realidade perto do coração...
Acho que há dias em que pensamos que se torcermos e sonharmos com muita força vivemos logo uma "enxurrada" de dias e em segundos tornamo-nos os melhores amigos de alguém, realizamos uma viagem à volta do mundo, mudamos de trabalho, casamos... o que quer que seja o sonho....
Esta semana tive claramente a visão de que a vida será tanto mais fácil quando eu consiga encontrar um equilibrio entre não deixar de sonhar mas viver como vivi hoje. Com a certeza que amanhã seria apenas... amanhã.
Acho que há dias em que pensamos que se torcermos e sonharmos com muita força vivemos logo uma "enxurrada" de dias e em segundos tornamo-nos os melhores amigos de alguém, realizamos uma viagem à volta do mundo, mudamos de trabalho, casamos... o que quer que seja o sonho....
Esta semana tive claramente a visão de que a vida será tanto mais fácil quando eu consiga encontrar um equilibrio entre não deixar de sonhar mas viver como vivi hoje. Com a certeza que amanhã seria apenas... amanhã.
Alberto Caeiro
Não tenho pressa: não a têm o sol e a lua.
Não tenho pressa: não a têm o sol e a lua.
Ninguém anda mais depressa do que as pernas que tem.
Se onde quero estar é longe, não estou lá num momento.
Sim: existo dentro do meu corpo.
Não trago o sol nem a lua na algibeira.
Não quero conquistar mundos porque dormi mal,
Nem almoçar o mundo por causa do estômago.
Indiferente?
Não: filho da terra, que se der um salto, está em falso,
Um momento no ar que não é para nós,
E só contente quando os pés lhe batem outra vez na terra,
Traz! na realidade que não falta!
Não tenho pressa. Pressa de quê?
Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.
Ter pressa é crer que a gente passe adiante das pernas,
Ou que, dando um pulo, salte por cima da sombra.
Não; não tenho pressa.
Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega -
Nem um centímetro mais longe.
Toco só aonde toco, não aonde penso.
Só me posso sentar aonde estou.
E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,
E somos vadios do nosso corpo.
E estamos sempre fora dele porque estamos aqui.
AQUI!
(que descoberta incrivel! obrigada desbobina!)
Não tenho pressa: não a têm o sol e a lua.
Não tenho pressa: não a têm o sol e a lua.
Ninguém anda mais depressa do que as pernas que tem.
Se onde quero estar é longe, não estou lá num momento.
Sim: existo dentro do meu corpo.
Não trago o sol nem a lua na algibeira.
Não quero conquistar mundos porque dormi mal,
Nem almoçar o mundo por causa do estômago.
Indiferente?
Não: filho da terra, que se der um salto, está em falso,
Um momento no ar que não é para nós,
E só contente quando os pés lhe batem outra vez na terra,
Traz! na realidade que não falta!
Não tenho pressa. Pressa de quê?
Não têm pressa o sol e a lua: estão certos.
Ter pressa é crer que a gente passe adiante das pernas,
Ou que, dando um pulo, salte por cima da sombra.
Não; não tenho pressa.
Se estendo o braço, chego exactamente aonde o meu braço chega -
Nem um centímetro mais longe.
Toco só aonde toco, não aonde penso.
Só me posso sentar aonde estou.
E isto faz rir como todas as verdades absolutamente verdadeiras,
Mas o que faz rir a valer é que nós pensamos sempre noutra coisa,
E somos vadios do nosso corpo.
E estamos sempre fora dele porque estamos aqui.
AQUI!
(que descoberta incrivel! obrigada desbobina!)
sexta-feira, março 12, 2010
quarta-feira, março 10, 2010
Vinicius!
"A maior solidão é a do ser que não ama
A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre."
A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,
o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,
o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre."
Hoje...
... o sono fugiu ainda mais depressa do que as memórias invadiram o meu pensamento.
Sempre soube que era assim nostálgica, feita de passados como dizia Vó Ada, mas nos últimos tempos esses passados têm-me amarrado, têm-me tornado mais sombria, mais doída e isso nunca foi o que quis para mim.
Hoje estou certa que o meu coração está partido e repartido em pedaços.
Pedaços de amor, amizade, carinho, mágoa, dor, saudade, rostos, perdas, mais saudade, alegria, palhaçadas, momentos, toques, lugares, pessoas... e tantos mais pedaços quantos segundos vividos mas olho para esses pedaços agora com um sorriso. Um sorriso de quem sabe, obrigada Irmã Nubia, que a felicidade está em nós, cá dentro e que é mais ou menos plena conforme sabemos lidar com os pedaços de que é feito o nosso coração.
Sempre soube que era assim nostálgica, feita de passados como dizia Vó Ada, mas nos últimos tempos esses passados têm-me amarrado, têm-me tornado mais sombria, mais doída e isso nunca foi o que quis para mim.
Hoje estou certa que o meu coração está partido e repartido em pedaços.
Pedaços de amor, amizade, carinho, mágoa, dor, saudade, rostos, perdas, mais saudade, alegria, palhaçadas, momentos, toques, lugares, pessoas... e tantos mais pedaços quantos segundos vividos mas olho para esses pedaços agora com um sorriso. Um sorriso de quem sabe, obrigada Irmã Nubia, que a felicidade está em nós, cá dentro e que é mais ou menos plena conforme sabemos lidar com os pedaços de que é feito o nosso coração.
Turn and turn again
"Worn from walking this far
So worn from talking this much
And what we found and what we've seen
As the road curves down
And the lights come up to meet us
Silent for the evening
We enter this town like new born creatures
Those I know O see a new
And the space between us is reduced
For I am human
And you are human too
So "turn and turn again"
We are calling in all the ships
Every traveller please come home
And tell us all that you have seen
Break every lock to every door
Return every gun to every draw
So we can turn, and turn again
Only priests and pounds can save us now
Only a sign from God
Or a hurricane can bring about
The change we all want
And we've done it again
This trick we have
Of turning love to pain
And peace to war
We're just ash in a jar
So turn and turn again
We are calling in all the ships
Every traveller please come home
And tell us all that you have seen
Break every lock to every door
Return every gun to every draw
So we can turn, and turn again
So turn and turn again
We are calling in all the ships
Every traveller please come home
And tell us all that you have seen
Break every lock to every door
Return every gun to every draw
So we can turn, and turn again."
All Thieves
terça-feira, março 09, 2010
Obrigada Rita!
"Existem pessoas nas nossas vidas que nos fazem felizes pela simples casualidade de terem cruzado o nosso caminho.
Algumas percorrem o caminho a nosso lado, vendo muitas luas passar, mas outras apenas vemos entre um passo e outro.
A todas chamamos amigos e há muitas classes deles.
Talvez cada folha de uma árvore represente um dos nossos amigos.
O primeiro que nasce é o nossos amigo Pai e a nossa amiga Mãe, que nos mostram o que é a vida. Depois, vêem os amigos Irmãos, com quem dividimos o nosso espaço para que possam florescer como nós.
Passamos a conhecer toda a família de folhas a quem respeitamos e desejamos o bem.
Mas, o destino apresentamos a outros amigos, os quais não sabíamos que iriam cruzar-se no nosso caminho. A muitos de eles chamamos-lhes amigos da alma, do coração. São sinceros, são verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz.
E ás vezes um desses nossos amigos da alma estala no nosso coração e então chamamos-lhe um amigo namorado. Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, saltos aos nossos pés.
Mas também há aqueles amigos de passagem, talvez umas férias ou uns dias ou umas horas. Eles colocam-nos sorrisos no rosto durante o tempo que estamos com eles.
Falando do assunto, não podemos esquecer os amigos distantes, aqueles que estão na "ponta das ramas" e que quando o vento sopra, sempre aparecem entre uma folha e outra. O tempo passa, o Verão vai-se, o Outono aproxima-se e perdemos algumas das nossas folhas, algumas nascem noutro Verão e outras permanecem por muitas estações.
Mas o que nos deixa mais felizes, é que as folhas que caíram continuam junto, alimentando a nossa raiz com alegria. São recordações de momentos maravilhosos de quando se cruzaram no nosso caminho.
Desejo-te, folha da minha arvore, paz, amor, sorte e prosperidade.
Hoje e sempre...Simplesmente porque cada pessoa que passa na nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.
Haverá os que levam muito, mas não haverá os que não nos deixam nada.
Esta é a maior responsabilidade da nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por casualidade."
Algumas percorrem o caminho a nosso lado, vendo muitas luas passar, mas outras apenas vemos entre um passo e outro.
A todas chamamos amigos e há muitas classes deles.
Talvez cada folha de uma árvore represente um dos nossos amigos.
O primeiro que nasce é o nossos amigo Pai e a nossa amiga Mãe, que nos mostram o que é a vida. Depois, vêem os amigos Irmãos, com quem dividimos o nosso espaço para que possam florescer como nós.
Passamos a conhecer toda a família de folhas a quem respeitamos e desejamos o bem.
Mas, o destino apresentamos a outros amigos, os quais não sabíamos que iriam cruzar-se no nosso caminho. A muitos de eles chamamos-lhes amigos da alma, do coração. São sinceros, são verdadeiros. Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz.
E ás vezes um desses nossos amigos da alma estala no nosso coração e então chamamos-lhe um amigo namorado. Esse dá brilho aos nossos olhos, música aos nossos lábios, saltos aos nossos pés.
Mas também há aqueles amigos de passagem, talvez umas férias ou uns dias ou umas horas. Eles colocam-nos sorrisos no rosto durante o tempo que estamos com eles.
Falando do assunto, não podemos esquecer os amigos distantes, aqueles que estão na "ponta das ramas" e que quando o vento sopra, sempre aparecem entre uma folha e outra. O tempo passa, o Verão vai-se, o Outono aproxima-se e perdemos algumas das nossas folhas, algumas nascem noutro Verão e outras permanecem por muitas estações.
Mas o que nos deixa mais felizes, é que as folhas que caíram continuam junto, alimentando a nossa raiz com alegria. São recordações de momentos maravilhosos de quando se cruzaram no nosso caminho.
Desejo-te, folha da minha arvore, paz, amor, sorte e prosperidade.
Hoje e sempre...Simplesmente porque cada pessoa que passa na nossa vida é única. Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós.
Haverá os que levam muito, mas não haverá os que não nos deixam nada.
Esta é a maior responsabilidade da nossa vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por casualidade."
domingo, março 07, 2010
Back from Morroco!
foi... incrivel!
Não há ainda palavras... amanhã talvez com as fotos seja mais fácil!
Por agora apenas um...
Obrigada André!
Obrigada Valter!
Obrigada Maria Gabriela!
Não há ainda palavras... amanhã talvez com as fotos seja mais fácil!
Por agora apenas um...
Obrigada André!
Obrigada Valter!
Obrigada Maria Gabriela!
sexta-feira, fevereiro 26, 2010
É já amanhã!!!
espero que a cabeça desligue...
que o trabalho não me siga...
que o andré e o valter não se fartem de mim...
Vamos chegar!! (nao sabemos onde mas vamos!)
E vai ser incrivel.. estou certa!
Sigam-nos AQUI!
Um abraço e vários beijinhos a todos!
segunda-feira, fevereiro 22, 2010
addicted to...
(amigos.
agua das pedras freca com o jornal do dia.
jantares.
vinho.
conversas longas de perder noção do tempo.
vida verde.
bom trabalho.
mantas no colo.
canetas de aparo.
papel reciclado.
meias de algodão.
pijamas.
bossa nova.
moçambique.
mais amigos e mais conversa.)
...life! :)
agua das pedras freca com o jornal do dia.
jantares.
vinho.
conversas longas de perder noção do tempo.
vida verde.
bom trabalho.
mantas no colo.
canetas de aparo.
papel reciclado.
meias de algodão.
pijamas.
bossa nova.
moçambique.
mais amigos e mais conversa.)
...life! :)
De pequenino se fez grande!
Este fim de semana fez-se grande grande! :)
Começou na quinta feira com um jantar no tapete em que voamos tanto.. amei imaginar as nossas quintas feiras mas ainda mais ainda brindar à vida a dois. obrigada meninas!
Sexta feira um dia duro e dificil que terminou numa conversa doce enquanto se lavava roupa na casa de banho, um jantar daqueles... daqueles que nos transportam para tantos momentos juntos.. amigos que têm e terão sempre um lugar forte e grande no meu coração.
Sábado arrumações, telefonemas, o outro lado do mundo aqui mais perto e... um jantar que se transformou em vários. Tivemos o liceu tão perto da boca quando já à tanto tempo que estava guardado no fundo do baú... adorei viajar até aos bailes, às aulas, às brincadeiras e... a tudo.
Um domingo com direito a jornal, conversa seria, brincadeira, cachupa, cozido, passeio, cafézinho com amigas e jantar em familia... torradas com leite.
Acho que a única coisa que me cabe dizer é...
What a weekend! ;)
Começou na quinta feira com um jantar no tapete em que voamos tanto.. amei imaginar as nossas quintas feiras mas ainda mais ainda brindar à vida a dois. obrigada meninas!
Sexta feira um dia duro e dificil que terminou numa conversa doce enquanto se lavava roupa na casa de banho, um jantar daqueles... daqueles que nos transportam para tantos momentos juntos.. amigos que têm e terão sempre um lugar forte e grande no meu coração.
Sábado arrumações, telefonemas, o outro lado do mundo aqui mais perto e... um jantar que se transformou em vários. Tivemos o liceu tão perto da boca quando já à tanto tempo que estava guardado no fundo do baú... adorei viajar até aos bailes, às aulas, às brincadeiras e... a tudo.
Um domingo com direito a jornal, conversa seria, brincadeira, cachupa, cozido, passeio, cafézinho com amigas e jantar em familia... torradas com leite.
Acho que a única coisa que me cabe dizer é...
What a weekend! ;)
quarta-feira, fevereiro 17, 2010
Flashnews!
sem muito tempo para contar mas com muito para dizer...
recebi noticias daquela terra fantástica.
estou decidida a viajar muito este ano.
a Marta está quase de volta e o Francisco volta com a primavera.
a minha conta diz que eu fui a Madrid mas não fui.
tenho saudades de um bom jantar japonês!
estou a adorar ter o Andrézinho de volta a minha vida.
amei jantar com o Becos.
passei 3 dias a reconstruir as peças em que estava o meu coração.
vim de carro hoje e soube-me tão bem vir a ouvir vinicius!
a nova casa está inundada.
estou a mil no trabalho.
até logo!
recebi noticias daquela terra fantástica.
estou decidida a viajar muito este ano.
a Marta está quase de volta e o Francisco volta com a primavera.
a minha conta diz que eu fui a Madrid mas não fui.
tenho saudades de um bom jantar japonês!
estou a adorar ter o Andrézinho de volta a minha vida.
amei jantar com o Becos.
passei 3 dias a reconstruir as peças em que estava o meu coração.
vim de carro hoje e soube-me tão bem vir a ouvir vinicius!
a nova casa está inundada.
estou a mil no trabalho.
até logo!
sábado, fevereiro 13, 2010
Tenho em mim...
… a tristeza solene que habita em todas as coisas grandes ─ nos píncaros como nas grandes vidas, nas noites profundas como nos poemas eternos”
Fragmendo 233Fernando Pessoa in O Livro do Desassossego .
quando as palavras me faltam recorro aos grandes.
Fragmendo 233Fernando Pessoa in O Livro do Desassossego .
quando as palavras me faltam recorro aos grandes.
terça-feira, fevereiro 09, 2010
segunda-feira, fevereiro 08, 2010
Um fim de semana...
... como há poucos.
Começou na quinta com um concerto.
Uma sexta com um encontro de jovens incrivel!
Um Sábado de entrega e partilha mas também de apertos e despedidas.
Um domingo comunitário, com amigos e saudades e encontros e abraços e... uma cachupa! :)
A semana assim... tem outro sabor!
Começou na quinta com um concerto.
Uma sexta com um encontro de jovens incrivel!
Um Sábado de entrega e partilha mas também de apertos e despedidas.
Um domingo comunitário, com amigos e saudades e encontros e abraços e... uma cachupa! :)
A semana assim... tem outro sabor!
sexta-feira, fevereiro 05, 2010
Este fim de semana...
... estaremos em campo de trabalho no B6M!
... que saudades ...
(follow-up+feedback+feeds na segunda feira!)
... que saudades ...
(follow-up+feedback+feeds na segunda feira!)
quarta-feira, fevereiro 03, 2010
Reforço para terras longinquas...

Dava um (ou vários) dedinho para ir ter convosco.
Que orgulho...Força T&M!
Ain't no mountain high enough!
Vou juntar-me a Ela! e aos poucos diminuir a minha pegada ecológica!
Vou criar uma rubrica dedicada a isso e tudo! :)
Obrigada pela dica P.!
Mas eu vou dar passos pequeninos e por isso vou escolher uma (ou mais) alteração de comportamento por semana!
Quem se junta a nós?
Vou criar uma rubrica dedicada a isso e tudo! :)
Obrigada pela dica P.!
Mas eu vou dar passos pequeninos e por isso vou escolher uma (ou mais) alteração de comportamento por semana!
Quem se junta a nós?
terça-feira, fevereiro 02, 2010
sábado, janeiro 30, 2010
sexta-feira, janeiro 29, 2010
terça-feira, janeiro 26, 2010
Certas Palavras
Certas palavras não podem ser ditas
em qualquer lugar e hora qualquer.
Estritamente reservadas
para companheiros de confiança,
devem ser sacralmente pronunciadas
em tom muito especial
lá onde a polícia dos adultos
não adivinha nem alcança.
Entretanto são palavras simples:
definem
partes do corpo, movimentos, actos
do viver que só os grandes se permitem
e a nós é defendido por sentença
dos séculos.
E tudo é proibido. Então, falamos.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Boitempo'
em qualquer lugar e hora qualquer.
Estritamente reservadas
para companheiros de confiança,
devem ser sacralmente pronunciadas
em tom muito especial
lá onde a polícia dos adultos
não adivinha nem alcança.
Entretanto são palavras simples:
definem
partes do corpo, movimentos, actos
do viver que só os grandes se permitem
e a nós é defendido por sentença
dos séculos.
E tudo é proibido. Então, falamos.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Boitempo'
segunda-feira, janeiro 25, 2010
domingo, janeiro 24, 2010
Partilhando...

Hesitei muito antes de escrever esta partilha, estas linhas são cá do fundo, são quase que uma ligação directa ao meu coração e isso nem sempre ajuda, nem sempre nos deixa muito confortáveis já que nos dá uma exposição que… em algumas alturas ou contextos assusta. Não na E.A...
A vida quase sempre me pareceu óbvia, me mostrou caminho directos, indiscutíveis, me deu a conhecer o normal e natural, o esperado. Não na E.A...
Em 2005 a minha vida mudou, sem que eu esperasse... a vida alterou-se de repente, o caminho tomou outros rumos e o que para tantos outros era esquisito para mim tornou-se quase tão natural como respirar. As orações voltaram a fazer parte da minha vida, os temas alargaram os meus horizontes e o meu sentido de família alargou-se. Foi preciso crescer, foi preciso pensar muito, reflectir sobre tudo aquilo que me envolvia e me ia acontecendo, foi preciso partilhar, falar, debater, discutir, tudo e mais alguma coisa que, a maior parte das vezes escondemos e guardamos cá dentro. Não na E.A...
Aceitei muito também. Não compreendi algumas vezes os porquês mas nem sempre os perguntei também... acho que sempre pensei que a preparação e a sucessão dos acontecimentos eram como uma jóia que vai surgindo aos poucos e acho que o medo de terminar o efeito surpresa e deixar de ter coisas novas me fez receber tudo aos poucos e aceitar as pequenas, boas e más novidades com a calma de quem sabe que o “desenho” fará mais sentido quando olharmos para trás e todas as peças estiverem no seu lugar.
Não sei precisar o que foi mais difícil, nem tão pouco o mais fácil. Sei, facilmente, dizer o que foi o melhor de tudo. As pessoas. Os amigos. Os corações que toquei e que me tocaram. A dimensão das pessoas que fizeram parte desta minha caminhada.. Gigantes.
Acho que consigo dizer todas as pessoas com que, cada uma da sua forma, completaram o meu puzzle. É bom olhar para trás e ver o quão privilegiada fui…
A primeira pessoa que olhou para mim, num cantinho convencida que era transparente, foi a Raquel. Que com um olá, como vieste aqui parar me chamou ao convívio. Este foi muito pouco neste primeiro ano. Acho que tinha medo.. Comecei a conversar no retiro final, não tinha medo de conhecer os outros mas tinha medo que me conhecessem e que por algum motivo não gostassem do que viam… Aprendi que cada um tem o seu valor. Sempre importante para o grupo mas cada um com o seu tamanho, cor, sabor, cheiro, forma,… Não percebi logo isto, foi o Diogo que me ensinou. Isso e a força da oração!! Acho que nunca lhe agradeci isso. A ele e aos Padres Nuno e Daniel.
O meu primeiro ano foi diferente, os laços formaram-se mais longe de mim, mais à minha volta do que comigo o que me deu uma perspectiva diferente. E a Farinha, nisto, foi sempre um ombro… um ombro, uma mão e um abraço.. incríveis.
O projecto foi um tanto ao quanto diferente. Uma comunidade, um local, uma doença, uma viagem, um regresso mais cedo do que se queria, uma aprendizagem e um crescimento que nunca pensei. O Paulo ensinou-me que a felicidade, se existe, está onde a podemos encontrar e não naquilo que não fizemos ou não conseguimos fazer e eu nesse projecto encontrei a felicidade internada num Instituto.
Nos anos seguintes as coisas aconteceram de tantas outras formas.. fui abraçada, abracei, criei laços, cativei e deixei-me cativar por cada um de formas tão diferentes quanto pessoas existem. Às vezes, no caminho para o meu trabalho encostada à janela do comboio, revejo maus acordares, testemunhos, refeições em grande grupo, terços, partidas e brincadeiras, trilhos, viagens, passeios, campos de trabalho, encontros, … , pequenas grandes entregas que me tocaram e fizeram de mim a pessoa que sou hoje. Ensinou-me a Sofia que são “Aquelas pequenas coisas” que fazem a diferença… Nunca hei-de esquecer os olhares, as partilhas e os abraços do Quico e da Vanessa. Foi mesmo importante para mim partilhar este “cantinho” da minha vida com eles.
Foram anos fantásticos… Fiz parte de um grupo de trabalho tão dedicado e presente. Vivi tanto.. Aprendi tanto… E vi “crescer” o nosso Miguel num projecto juntos.. E que projecto!!
Moçambique será sempre uma casa para mim. Sempre… Não só porque foi a primeira vez que fui ao poço, a primeira vez que comi xima, a primeira vez que falei de desenvolvimento, a primeira vez que rezei um terço debaixo daquele céu, não só porque aprendi a dizer salama e dinobomga, conheci padres e irmãs que são e serão sempre um exemplo para mim, mas principalmente porque aprendi o que é uma missão, o que é ser-se missionário, o que é ser-se e estar-se ao serviço dos outros e isso, depois de apreendido e com um esforço diário, faz-se onde quer que se esteja.
O essencial.. esse dizem que é invisível aos olhos. Não na E.A... O essencial está bem à vista. São as pessoas, a forma como estas acolhem e se deixam ser acolhidas, como aprendem juntas, como se despem de egos e estão verdadeiramente com os outros, como são mais fiéis a si próprias e aos valores em que o grupo acredita e isso não é invisível. Está bem à vista no rosto e no coração de cada uma das minhas coxas, da Ana, da Belinha, do Bruno, do Carlos, da Daniela, do Francisco, da Guida, da Helena, da Li, da Lisa, da Luisa, do Manel, da Mesquita, do Renato, do Rui, da Sónia, do Tiago, do Timon, da Zeza, …, de todos.
Eu acredito muito no trabalho da Equipa d’África e esta, aos poucos, com pequenos grupos, ajuda a construir uma sociedade mais consciente, mais responsável, mais activa e principalmente com mais amor.
OBRIGADA E.A.
Uma partilha cá de dentro que começou por ser em tom de despedida acabando por ser uma forma de agradecer tudo e todos que partilharam este cantinho comigo.
sábado, janeiro 23, 2010
sexta-feira, janeiro 22, 2010
Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas'
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas'
quinta-feira, janeiro 21, 2010
quarta-feira, janeiro 20, 2010
Já à tanto tempo...
Hoje...
Um dia beeeeeeemmmmmm diferente!
Agitado, corrido, stressante, loooongo, duro, pesado, já disse longo?
Mas que no balanço ajudou a que os dias daqui para a frente tenham um toque diferente.
Sou mais cinzenta hoje, mais realista mas mais lutadora também.
Sinto as minhas forças a renovarem-se e isso... é sempre bom!
Agitado, corrido, stressante, loooongo, duro, pesado, já disse longo?
Mas que no balanço ajudou a que os dias daqui para a frente tenham um toque diferente.
Sou mais cinzenta hoje, mais realista mas mais lutadora também.
Sinto as minhas forças a renovarem-se e isso... é sempre bom!
terça-feira, janeiro 19, 2010
Impressões
Estou neste momento no campo humanitário improvisado na fronteira entre a República Dominicana e o Haiti. Chegámos ontem no corredor humanitário que se estabeleceu de Santo Domingo aqui e não nos deixaram avançar por ser de noite.
A confusão era visível. Era preciso passar a noite aqui e perceber o que se vai fazer depois. Ouve-se a noticia que mataram dois cooperantes no caminho de Port-au-Prince até à fronteira e atacaram mais dois com catanas. As noticias são confusas. Mesmo nestes cenários vão-se acrescentando pontos à história. Afinal foi ontem. Ontem morreram 4 dominicanos que não vinham escoltados e hoje dois cooperantes foram baleados.
Há sempre pessoas que morrem. É difícil aceitar porque é que acontece, mesmo quando sabemos que se está a fazer o possível para garantir a segurança de todos. No entanto, olhando a nossa volta, tudo fica tão relativo, até estas situações onde a ajuda é um alvo.
O cenário é sempre exagerado, e o que passa para quem está longe é o que uma câmara ou um fotografo (que são às centenas!) captam mas a verdade é que a partida ficou planeada para hoje às 8h da manhã, com a supervisão da MINUSTAH até à capital, por motivos de segurança. Tudo o resto é desaconselhado - não há heróis e a irresponsabilidade de andar sozinho por zonas que não se conhecem, pode originar fatalidades, como foi o caso. Priorizaram as equipas de resgate e as outras irão, como nós, por volta das 14h30 daqui. Chegaremos a tempo de receber a equipa que espera autorização para aterrar no aeroporto e começar, já e finalmente, a montar o campo de deslocados com assistência médica.
A zona zero da capital é onde estão os capacetes azuis e que garantem a protecção dos campos humanitários. A questão que se põe não é a violência que se vive - é preciso ter em conta que o Haiti era um país instável antes do terramoto -, mas o que o desespero está a causar: não há água e com todos estes atrasos a ajuda chega a conta gotas. O aeroporto está lotado, as estradas têm os seus horários e tudo isso leva a que a população não consiga ser atendida com a celeridade que é necessária.
Mas pode-se trabalhar a todos os níveis, ninguém está parado. Sinal disso é que estou na minha tenda, no meio de um descampado de terra batida com wifi. Muitos podem perguntar qual a necessidade de ter pessoas que, à primeira vista, não são técnicos de saúde, ou de água ou de refugio. A resposta, para mim, é clara. Porque para que esses possam apenas dedicar-se ao que vieram, é necessário coordenar tudo entre as centenas de actores que se encontram aqui e essa é uma das grandes dificuldades: estabelecer uma ordem no caos. Trabalhar por conta própria leva a mal entendidos, a situações de duplicação de esforços e leva, acima de tudo, a desconhecimento da situação.
O hospital não tem mãos a medir. Muitos dos feridos estão a ser transferidos para os hospitais dominicanos e é impressionante ver lutar contra o tempo nestas situações.
Nem vale a pena pensar no "e depois da catástrofe?", porque, neste momento, estamos ainda a tentar estabilizar e garantir uma resposta eficiente e coordenada. Mas muitos sabemos que depois de um mês, aí sim se poderá perceber quem veio para ficar.
Marta Gomes de Andrade em Desbobina a 17/01/10 hoje já estão em Porto Principe a montar o campo/hospital para trabalharem. O orgulho é ainda maior que o cansaço deste lado.
A confusão era visível. Era preciso passar a noite aqui e perceber o que se vai fazer depois. Ouve-se a noticia que mataram dois cooperantes no caminho de Port-au-Prince até à fronteira e atacaram mais dois com catanas. As noticias são confusas. Mesmo nestes cenários vão-se acrescentando pontos à história. Afinal foi ontem. Ontem morreram 4 dominicanos que não vinham escoltados e hoje dois cooperantes foram baleados.
Há sempre pessoas que morrem. É difícil aceitar porque é que acontece, mesmo quando sabemos que se está a fazer o possível para garantir a segurança de todos. No entanto, olhando a nossa volta, tudo fica tão relativo, até estas situações onde a ajuda é um alvo.
O cenário é sempre exagerado, e o que passa para quem está longe é o que uma câmara ou um fotografo (que são às centenas!) captam mas a verdade é que a partida ficou planeada para hoje às 8h da manhã, com a supervisão da MINUSTAH até à capital, por motivos de segurança. Tudo o resto é desaconselhado - não há heróis e a irresponsabilidade de andar sozinho por zonas que não se conhecem, pode originar fatalidades, como foi o caso. Priorizaram as equipas de resgate e as outras irão, como nós, por volta das 14h30 daqui. Chegaremos a tempo de receber a equipa que espera autorização para aterrar no aeroporto e começar, já e finalmente, a montar o campo de deslocados com assistência médica.
A zona zero da capital é onde estão os capacetes azuis e que garantem a protecção dos campos humanitários. A questão que se põe não é a violência que se vive - é preciso ter em conta que o Haiti era um país instável antes do terramoto -, mas o que o desespero está a causar: não há água e com todos estes atrasos a ajuda chega a conta gotas. O aeroporto está lotado, as estradas têm os seus horários e tudo isso leva a que a população não consiga ser atendida com a celeridade que é necessária.
Mas pode-se trabalhar a todos os níveis, ninguém está parado. Sinal disso é que estou na minha tenda, no meio de um descampado de terra batida com wifi. Muitos podem perguntar qual a necessidade de ter pessoas que, à primeira vista, não são técnicos de saúde, ou de água ou de refugio. A resposta, para mim, é clara. Porque para que esses possam apenas dedicar-se ao que vieram, é necessário coordenar tudo entre as centenas de actores que se encontram aqui e essa é uma das grandes dificuldades: estabelecer uma ordem no caos. Trabalhar por conta própria leva a mal entendidos, a situações de duplicação de esforços e leva, acima de tudo, a desconhecimento da situação.
O hospital não tem mãos a medir. Muitos dos feridos estão a ser transferidos para os hospitais dominicanos e é impressionante ver lutar contra o tempo nestas situações.
Nem vale a pena pensar no "e depois da catástrofe?", porque, neste momento, estamos ainda a tentar estabilizar e garantir uma resposta eficiente e coordenada. Mas muitos sabemos que depois de um mês, aí sim se poderá perceber quem veio para ficar.
Marta Gomes de Andrade em Desbobina a 17/01/10 hoje já estão em Porto Principe a montar o campo/hospital para trabalharem. O orgulho é ainda maior que o cansaço deste lado.
quinta-feira, janeiro 14, 2010
Vai correr tudo bem.
Vai tranquila miúda linda.
Vai correr tudo bem.
Nós vamos estar do lado de cá do mundo a pensar em vocês e eu vou ter-te bem perto.
Vai correr tudo bem.
Nós vamos estar do lado de cá do mundo a pensar em vocês e eu vou ter-te bem perto.
quarta-feira, janeiro 13, 2010
domingo, janeiro 10, 2010
"Eu ando pelo mundo
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!
Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção
No que meu irmão ouve
E como uma segunda pele
Um calo, uma casca
Uma cápsula protetora
Ai, Eu quero chegar antes
Prá sinalizar
O estar de cada coisa
Filtrar seus graus... (...)"
Adriana Calcanhoto em Esquadros
Prestando atenção em cores
Que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar
Cores de Frida Kahlo
Cores!
Passeio pelo escuro
Eu presto muita atenção
No que meu irmão ouve
E como uma segunda pele
Um calo, uma casca
Uma cápsula protetora
Ai, Eu quero chegar antes
Prá sinalizar
O estar de cada coisa
Filtrar seus graus... (...)"
Adriana Calcanhoto em Esquadros
sábado, janeiro 09, 2010
Escola Secundária Diogo de Gouveia!
Edimburdo!
quinta-feira, janeiro 07, 2010
Queria...
terça-feira, janeiro 05, 2010
2010
Um segundo a mais, um dia a mais, um ano a mais.
Algo tão pequeno, um número, uma denominação simples e ainda assim aqui dentro muda tudo. Em mim pelo menos.
Renova-se a esperança, renovam-se os sonhos, os projectos e os sorrisos.
Enche-se a vontade de fazer mais, de ser melhor, de chegar mais longe.
As ideias são muitas, os planos ainda mais (alguns rascunhados num papel de forma a não serem esquecidos), e os abraços então.. esses são mais que muitos.
A vocês, todos, um 2010 cheio.
Cheio de...
sol e chuva. cor e sépia. amor. abraços e correrias. sopa e fruta. amigos e familia. namoro e sofá. chá e bolachas. tecidos coloridos e almofadas fofinhas. projectos e trabalhos. sexo e edredons. livros e cds. fins de semana e feriados. mais abraços e mais amor. som do vento dentro de casa e a cor do céu ao amanhecer na praia. férias e viagens. rádio e um bom filme. ovos estrelados e vinho tinto. teatro e fotografia. camisolas quentes e fatos de banho bonitos. séries de rir e filmes de chorar. reciclagem e saldos. voluntariado e costura. moçambique. mais amor...
Cheio de tudo. e de vida.
Um abraço forte e um beijinho pequenino.
Algo tão pequeno, um número, uma denominação simples e ainda assim aqui dentro muda tudo. Em mim pelo menos.
Renova-se a esperança, renovam-se os sonhos, os projectos e os sorrisos.
Enche-se a vontade de fazer mais, de ser melhor, de chegar mais longe.
As ideias são muitas, os planos ainda mais (alguns rascunhados num papel de forma a não serem esquecidos), e os abraços então.. esses são mais que muitos.
A vocês, todos, um 2010 cheio.
Cheio de...
sol e chuva. cor e sépia. amor. abraços e correrias. sopa e fruta. amigos e familia. namoro e sofá. chá e bolachas. tecidos coloridos e almofadas fofinhas. projectos e trabalhos. sexo e edredons. livros e cds. fins de semana e feriados. mais abraços e mais amor. som do vento dentro de casa e a cor do céu ao amanhecer na praia. férias e viagens. rádio e um bom filme. ovos estrelados e vinho tinto. teatro e fotografia. camisolas quentes e fatos de banho bonitos. séries de rir e filmes de chorar. reciclagem e saldos. voluntariado e costura. moçambique. mais amor...
Cheio de tudo. e de vida.
Um abraço forte e um beijinho pequenino.
quarta-feira, dezembro 30, 2009
"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Nesse ponto entra o milagre da renovação, e tudo começa outra vez,
com um outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante
vai ser diferente .... "
Carlos Drumond de Andrade.
vou a edinburgo e já volto!!
entrem com o pé direito, e tudo! :)
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.
Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Nesse ponto entra o milagre da renovação, e tudo começa outra vez,
com um outro número e outra vontade de acreditar que daqui para diante
vai ser diferente .... "
Carlos Drumond de Andrade.
vou a edinburgo e já volto!!
entrem com o pé direito, e tudo! :)
domingo, dezembro 27, 2009
sábado, dezembro 26, 2009
Natal.
quarta-feira, dezembro 23, 2009
Um dos videos mais doces que eu já vi.
O meu Feliz Natal este ano será uma oração por cada um.
obrigada por fazerem parte da minha vida e por me ajudarem a ser mais e melhor.
O meu Feliz Natal este ano será uma oração por cada um.
obrigada por fazerem parte da minha vida e por me ajudarem a ser mais e melhor.
terça-feira, dezembro 22, 2009
domingo, dezembro 20, 2009
O Francisco...

... anda à procura do oeste, está na Colômbia e faz anos! :)
parabéns!
gosto muito de ti miúdo e estás no meu pensamento sempre.
diverte-te, aproveita e vai dando notícias!
mais noticias da aventura AQUI! :)
sexta-feira, dezembro 18, 2009
terça-feira, dezembro 08, 2009

A Marta e o Manel vão casar-se.
E há notícia mais doce que esta?
Que orgulho, que carinho, que alegria, que amor...
Gosto muito de vocês. Muito mesmo.
E saber desta noticia, ver o teu sorriso Marta, saber como foi tudo, rir com os planos, lua de mel a 4, capela de algés de cima, prova do vestido na baixa... foi icnrível.
Obrigada por me fazerem parte deste passo tão importante.
Obrigada por me fazerem acreditar.
Parabéns M&M!
E há notícia mais doce que esta?
Que orgulho, que carinho, que alegria, que amor...
Gosto muito de vocês. Muito mesmo.
E saber desta noticia, ver o teu sorriso Marta, saber como foi tudo, rir com os planos, lua de mel a 4, capela de algés de cima, prova do vestido na baixa... foi icnrível.
Obrigada por me fazerem parte deste passo tão importante.
Obrigada por me fazerem acreditar.
Parabéns M&M!
tanto...
uma semana sem escrever nada. dias atribulados.
muito trabalho. (com tudo o que isso tem de bom e de mau)
a telma voltou de são tomé. a marta tem que ficar mais dez dias em cabo verde.
a selma fez anos e a ana também.
revi series, arrumei o quarto mas não me mudei.
imprimi fotos, comprei postais e já desejei um feliz natal. (um só mas foi sentido.)
vi a mosquitinha, jantei com a familia paulino e surpreendemos a ana.
bebi. (demais acho...)
dormi. (demenos tenho a certeza)
li. mimei uma amiga secreta.
fui a um concerto... (um post será dedicado só a este assunto... posso é não conseguir faze-lo ainda...)
compras, costura, colagens, postais e cartas. comecei tudo mas só as comprar é que acabei! ehehe! :)
tanto...
muito trabalho. (com tudo o que isso tem de bom e de mau)
a telma voltou de são tomé. a marta tem que ficar mais dez dias em cabo verde.
a selma fez anos e a ana também.
revi series, arrumei o quarto mas não me mudei.
imprimi fotos, comprei postais e já desejei um feliz natal. (um só mas foi sentido.)
vi a mosquitinha, jantei com a familia paulino e surpreendemos a ana.
bebi. (demais acho...)
dormi. (demenos tenho a certeza)
li. mimei uma amiga secreta.
fui a um concerto... (um post será dedicado só a este assunto... posso é não conseguir faze-lo ainda...)
compras, costura, colagens, postais e cartas. comecei tudo mas só as comprar é que acabei! ehehe! :)
tanto...
segunda-feira, dezembro 07, 2009
sexta-feira, dezembro 04, 2009
quarta-feira, dezembro 02, 2009
Por mais incrivel que pareça percebi hoje que a minha vida será tudo o que eu quiser dela. E eu... quero muito. Quero cor e forma e textura e cheiro e sabor e... pessoas. Quero tanto... Mas quero aos poucos. Vou começar já a conquistar tudo mas quero-o aos poucos.
Hoje fez-se um click. E às vezes basta isso mesmo.
Hoje fez-se um click. E às vezes basta isso mesmo.
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